solf wrote: ↑Fri Mar 17, 2017 3:53 pm
prl wrote: ↑Fri Mar 17, 2017 3:49 pm
solf wrote: ↑Fri Mar 17, 2017 3:47 pm
Este alongar da coisa só dá vantagem ao gajo para se vitimizar e etc....
O que ele quer sabemos nós o que é, mas vai-se lixar porque a investigação vai continuar.
Será? Acho precisamente o contrário...
E seja quem for, culpado ou inocente, não acho justo correcto ou democrático que estas coisas se extendam durante anos e anos....
Essa é uma discussão que é interessante ter. Eu compreendo que se diga que a investigação demora muito e que é desejável que estas coisas sejam mais céleres. A questão é que a dada altura o Sócrates foi detido mediante certos critérios (destruição de prova, etc etc) e a partir daí a investigação teve que andar dentro de certos prazos que a lei permite que sejam estendidos. A investigação foi crescendo e novos factos vieram a lume, o processo ganhou novas ramificações o que mudou radicalmente a complexidade do caso. Vejam-se os crimes de que é acusado: "Além de corrupção, fraude e branqueamento, o Ministério Público prepara-se para acusar o ex-primeiro ministro de tráfico de influências, falsificação e recebimento indevido de vantagem."
Além da complexidade dos crimes há o número de arguidos e a sua importância (um ex-PM, o banqueiro mais poderoso "disto tudo", os maiores empresários da época), as empresas envolvidas, o número completamente surreal de países por onde isto passa (em 4 continentes) de onde se tem que receber informação, e o número absurdo de offshores, empresas fictícias, testas de ferro, contratos forjados, etc. Cortinas de fumo por todo o lado.
Este é o caso mais importante de sempre (ou um dos mais) da nossa Justiça, é a fasquia mais elevada que alguma vez tivemos. É o caso extremo, a excepção, não o habitual. Se isso implica demorar mais tempo e alargar uns quantos prazos, que seja, não me chateia rigorosamente nada!
(por esta altura seria impossível não alargarem os prazos, seria o descrédito total para o MP)