Austeridade
Moderator: Mods Geral
Re: Austeridade
Não é proibido fumar! Em espaços abaixo dos 100m2 é escola dos propietários e nos acima tem de haver um espaço especifico.
Como raramente ha sitios com mais de 100m2..... pelo menos em restaurantes já é uma raridade!
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EV - "FDX VOCES SAO OS MAIORES!"
e somos mm......
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Re: Austeridade
Não me parece má ideia:
http://www.publico.pt/economia/noticia/ ... al-1609206
http://www.publico.pt/economia/noticia/ ... al-1609206
Talvez seja melhor perder 20% do salário e trabalhar menos um dia do que perder eventualmente 12% e trabalhar o mesmo..O Governo decidiu criar um regime especial de trabalho a tempo parcial para os funcionários públicos. A proposta consta de uma versão da proposta do OE a que o PÚBLICO teve acesso.
Na medida classificada como sendo de carácter “excepcional”, os funcionários públicos passam a poder optar por reduzir o seu horário de trabalho, no mínimo em duas horas por dia ou em oito horas consecutivas de trabalho por semana (na prática um dia adicional sem trabalho por semana).
É preciso que tanto o funcionário público como a sua entidade patronal estejam de acordo e o corte salarial associado será proporcional à redução de horário acordada. Assim, no caso de uma redução de horário de um dia por semana, o corte salarial será de 20%. Os suplementos remuneratórios também são alvo dos cortes.
O Governo conta atrair os funcionários públicos para esta modalidade com uma garantia: quem ficar a trabalhar a tempo parcial apenas terá o corte salarial correspondente à redução de horário, ficando isento das reduções remuneratórias que são aplicadas a todos os funcionários públicos.
Assim, por exemplo, um funcionário público que tenha um salário bruto de 2000 euros e que não opte pelo trabalho a tempo parcial sofrerá um corte de 12% no salário. Aquele que, ganhando inicialmente o mesmo, chegar a acordo por trabalhar menos um dia por semana, terá um corte de 20%.
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Re: Austeridade
Tambem me parece uma boa medida.....
Re: Austeridade
Eu aceitava sem pensar duas vezes se não houver impedimento a ter negócios particulares!
pearl jam 1996
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Re: Austeridade
Há coisas que só são transitórias para alguns.. onde me posso dirigir para não pagar mais a minha taxa extraordinária?
http://www.publico.pt/economia/noticia/ ... os-1609285
http://www.publico.pt/economia/noticia/ ... os-1609285
Governo alivia carga fiscal para rendimentos mais altos
Desde 2012 que o Código do Imposto sobre o Rendimento das pessoas Singulares (IRS) prevê a chamada taxa de solidariedade, que determina que os contribuintes com um rendimento colectável acima de 80.000 euros estão sujeitos a uma taxa adicional de IRS de 2,5% e os contribuintes com rendimentos acima dos 250 mil euros estão sujeitos a uma taxa adicional de 5%.
Esta norma foi criada no âmbito do Orçamento do Estado para 2012, mas, no mesmo documento ficou também estabelecido que esta norma seria transitória.
"O disposto no artigo 68.º-A [taxa de solidariedade] aplica-se apenas aos rendimentos auferidos durante os anos de 2012 e 2013, cessando a sua vigência após a produção de todos os seus efeitos em relação a estes anos fiscais", lê-se no referido documento.
Ora, ao não ser prorrogado para 2014, os contribuintes de rendimentos mais elevados deixam de estar sujeitos a esta taxa de solidariedade, segundo a fiscalista da PwC.
"Em 2014, os contribuintes com rendimentos coletáveis anuais superiores a 80.000 euros vão pagar menos IRS, uma vez que deixa de se aplicar a taxa de solidariedade introduzida pelo Orçamento de Estado para 2012, para vigorar no ano fiscal de 2012 e 2013, não tendo a continuidade desta norma sido prevista na proposta de Orçamento de Estado para 2014", conclui Ana Duarte
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Re: Austeridade
Afinal, sem medidas extraordinárias o défice ficou nos 6.3%, apenas 0.1% abaixo do défice de 2012. Isto apesar do "enorme aumento de impostos". Qualquer Governo perceberia que esta é era a altura para parar com o que se está a fazer e mudar o rumo, porque este rumo simplesmente não funciona.prl wrote:O défice este ano afinal ficou nos 5.9% em vez dos 5.5% acordados com a Troika (disseram há pouco na RTP). Temos que insistir na mesma fórmula e ir mais longe na austeridade que isto está a resultar!
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Re: Austeridade
Ainda querem fixar o défice nos 4% em 2014 lol. Vão vender o quê? A Madeira?prl wrote:Afinal, sem medidas extraordinárias o défice ficou nos 6.3%, apenas 0.1% abaixo do défice de 2012. Isto apesar do "enorme aumento de impostos". Qualquer Governo perceberia que esta é era a altura para parar com o que se está a fazer e mudar o rumo, porque este rumo simplesmente não funciona.prl wrote:O défice este ano afinal ficou nos 5.9% em vez dos 5.5% acordados com a Troika (disseram há pouco na RTP). Temos que insistir na mesma fórmula e ir mais longe na austeridade que isto está a resultar!
Corduroy18
Re: Austeridade
Grande texto do Pedro Santos Guerreiro, com uma análise fria aos números!
"Ai aguenta, aguenta"
16 Outubro 2013
Fernando Ulrich tinha razão, o povo aguentaria mais austeridade. Tanto aguentaria que aguentará este Orçamento. Por mais que Passos Coelho finja que isto é igual ao litro, isto é igual à tonelada. Vai valer a pena? Em vez de fazer de conta, façamos contas.
O presidente do BPI nunca desejou mais austeridade, avisou apenas que quem pensava que não era possível dar mais peso ao fardo estava enganado. É um facto: enganado estava. Como aqui se escreveu ontem, cortar custos do Estado é isto e isto só veio tarde, o que tornou tudo mais injusto; e este Orçamento não visa crescimento, nem reformas, nem justiça, visa apenas comprar bilhete para aceder aos mercados e ao programa cautelar. Mas agora emparedemos a alma e empedremos o coração. Pensemos como um computador. Analisemos os riscos.
O crescimento económico orçamentado (de 0,8%) depende um pouco do investimento e sobretudo das exportações e do mercado interno.
O aumento do investimento terá de ser sobretudo privado (o Estado permanece depenado) e estrangeiro (as empresas portuguesas continuam descapitalizadas e o crédito caro). A ferramenta do Governo, de descida do IRC, está longe de ser um choque fiscal. E mais importante que isso é a justiça e a estabilidade política, que não se legislam.
Para as exportações contribui a competitividade das empresas portuguesas e a procura externa, que não controlamos.
Para o mercado interno é preciso mais consumo das famílias. É aqui que entra o medo do "choque de expectativas". É curioso que o mesmo Governo que desejava o aumento da taxa de poupança (que se verificou) queira agora que esse dinheiro seja gasto. Como curioso é que o primeiro-ministro reconheça que esse aumento da poupança resulta de medo das famílias, mais do que de uma nova atitude cultural perante o consumismo, o crédito e a poupança. Se o primeiro-ministro tiver razão (e possivelmente tem), isso só quer dizer que quando estiver "tudo bem", os portugueses consumirão furiosamente como dantes. Não é grande perspectiva.
O problema é que o choque de austeridade não é apenas um choque de expectativas. Muitas famílias terão menos dinheiro. E é um paradoxo que o mesmo Governo que quer que os portugueses consumam mais queira também que poupem mais, pretendendo arrecadar 2,5 mil milhões em certificados de aforro e do tesouro. Com um corte de rendimentos, não é possível ao mesmo tempo gastar alegremente e poupar caninamente.
Que efeitos terá este choque no PIB, denominador de todos os rácios orçamentais? Sejamos ainda mais analíticos. Usemos os famosos múltiplos, que em 2012 traíram a infalibilidade dos modelos do FMI e de Vítor Gaspar. O Governo vai cortar quase quatro mil milhões de euros, o que com um múltiplo de 0,8 (usado em 2012) significa que o PIB perderá 3,2 mil milhões de euros, ou quase dois pontos percentuais. Se assumirmos um múltiplo maior, de 1,5 vezes, então o efeito recessivo é de seis mil milhões de euros, ou um pouco mais de 3,5 pontos percentuais do PIB.
Estes são riscos reais, ou a diferença entre ter crescimento baixo ou regressar à recessão. Nesse caso, não se percebe, por exemplo, como espera o Governo encaixar mais quase 900 milhões em impostos, metade dos quais no IRS. Como, se não há mais emprego e se há corte de pensões e de salários? Depois das cabeleireiras, vão perseguir os engraxadores?
São perguntas estritamente lógicas sobre um orçamento que se diz estritamente lógico. Mas o OE não é apenas lógico, é também ideológico. Na descida do IRC. No aumento do orçamento do Ministério da Defesa e redução do da Saúde. No propor menos Estado e menos apoios sociais.
José Sócrates diz em entrevista ao Expresso: "Sou o chefe democrático que a direita sempre quis ter". Estou completamente de acordo. A "esquerda moderna" com que ganhou a maioria absoluta em 2005 é social-democracia de direita envergonhada que domina o PSD. Mas não com Passos Coelho, o mais liberal de todos que está mais liberal que nunca. A sua maior escravidão é, no entanto, não ser escravo do povo, mas dos mercados. Este Orçamento é deles. Para eles. E por eles. Que corra bem. Que valha a pena.
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Re: Austeridade
Bom texto.prl wrote:Grande texto do Pedro Santos Guerreiro, com uma análise fria aos números!
"Ai aguenta, aguenta"
16 Outubro 2013
Fernando Ulrich tinha razão, o povo aguentaria mais austeridade. Tanto aguentaria que aguentará este Orçamento. Por mais que Passos Coelho finja que isto é igual ao litro, isto é igual à tonelada. Vai valer a pena? Em vez de fazer de conta, façamos contas.
O presidente do BPI nunca desejou mais austeridade, avisou apenas que quem pensava que não era possível dar mais peso ao fardo estava enganado. É um facto: enganado estava. Como aqui se escreveu ontem, cortar custos do Estado é isto e isto só veio tarde, o que tornou tudo mais injusto; e este Orçamento não visa crescimento, nem reformas, nem justiça, visa apenas comprar bilhete para aceder aos mercados e ao programa cautelar. Mas agora emparedemos a alma e empedremos o coração. Pensemos como um computador. Analisemos os riscos.
O crescimento económico orçamentado (de 0,8%) depende um pouco do investimento e sobretudo das exportações e do mercado interno.
O aumento do investimento terá de ser sobretudo privado (o Estado permanece depenado) e estrangeiro (as empresas portuguesas continuam descapitalizadas e o crédito caro). A ferramenta do Governo, de descida do IRC, está longe de ser um choque fiscal. E mais importante que isso é a justiça e a estabilidade política, que não se legislam.
Para as exportações contribui a competitividade das empresas portuguesas e a procura externa, que não controlamos.
Para o mercado interno é preciso mais consumo das famílias. É aqui que entra o medo do "choque de expectativas". É curioso que o mesmo Governo que desejava o aumento da taxa de poupança (que se verificou) queira agora que esse dinheiro seja gasto. Como curioso é que o primeiro-ministro reconheça que esse aumento da poupança resulta de medo das famílias, mais do que de uma nova atitude cultural perante o consumismo, o crédito e a poupança. Se o primeiro-ministro tiver razão (e possivelmente tem), isso só quer dizer que quando estiver "tudo bem", os portugueses consumirão furiosamente como dantes. Não é grande perspectiva.
O problema é que o choque de austeridade não é apenas um choque de expectativas. Muitas famílias terão menos dinheiro. E é um paradoxo que o mesmo Governo que quer que os portugueses consumam mais queira também que poupem mais, pretendendo arrecadar 2,5 mil milhões em certificados de aforro e do tesouro. Com um corte de rendimentos, não é possível ao mesmo tempo gastar alegremente e poupar caninamente.
Que efeitos terá este choque no PIB, denominador de todos os rácios orçamentais? Sejamos ainda mais analíticos. Usemos os famosos múltiplos, que em 2012 traíram a infalibilidade dos modelos do FMI e de Vítor Gaspar. O Governo vai cortar quase quatro mil milhões de euros, o que com um múltiplo de 0,8 (usado em 2012) significa que o PIB perderá 3,2 mil milhões de euros, ou quase dois pontos percentuais. Se assumirmos um múltiplo maior, de 1,5 vezes, então o efeito recessivo é de seis mil milhões de euros, ou um pouco mais de 3,5 pontos percentuais do PIB.
Estes são riscos reais, ou a diferença entre ter crescimento baixo ou regressar à recessão. Nesse caso, não se percebe, por exemplo, como espera o Governo encaixar mais quase 900 milhões em impostos, metade dos quais no IRS. Como, se não há mais emprego e se há corte de pensões e de salários? Depois das cabeleireiras, vão perseguir os engraxadores?
São perguntas estritamente lógicas sobre um orçamento que se diz estritamente lógico. Mas o OE não é apenas lógico, é também ideológico. Na descida do IRC. No aumento do orçamento do Ministério da Defesa e redução do da Saúde. No propor menos Estado e menos apoios sociais.
José Sócrates diz em entrevista ao Expresso: "Sou o chefe democrático que a direita sempre quis ter". Estou completamente de acordo. A "esquerda moderna" com que ganhou a maioria absoluta em 2005 é social-democracia de direita envergonhada que domina o PSD. Mas não com Passos Coelho, o mais liberal de todos que está mais liberal que nunca. A sua maior escravidão é, no entanto, não ser escravo do povo, mas dos mercados. Este Orçamento é deles. Para eles. E por eles. Que corra bem. Que valha a pena.
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Re: Austeridade
Ainda sobre a alteração ao IUC, supostamente por razões "ambientais"...

Quando disse que os carros a gasóleo representavam 2/3 do parque automóvel nacional não estava muito longe da verdade (até pequei por defeito para vendas actuais). E o motivo é tão "ambiental" que os carros eléctricos para empresas até vão passar a pagar 10% em IRC em vez dos actuais 5%.
O que me lixa é que utilizem a bandeira do "ambiente" para enfiarem este supositório.
Quando disse que os carros a gasóleo representavam 2/3 do parque automóvel nacional não estava muito longe da verdade (até pequei por defeito para vendas actuais). E o motivo é tão "ambiental" que os carros eléctricos para empresas até vão passar a pagar 10% em IRC em vez dos actuais 5%.
É assim que conseguem que o IUC a um ritmo elevado, apesar de se venderem cada vez menos viaturas novas.As receitas com o IUC, que até Agosto estavam acima do valor arrecadado até ao mesmo período de 2012, deverão continuar a aumentar no próximo ano, contando o Governo ir buscar uma parte do aumento esperado de 23,3% à taxa adicional. Na previsão do executivo, vão entrar para os cofres do Estado 298,8 milhões de euros com o IUC, mais 56,2 milhões do que este ano.
O que me lixa é que utilizem a bandeira do "ambiente" para enfiarem este supositório.
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Re: Austeridade
Um dos melhores textos que li deles. Mais sucinto era complicado. Desde que começou a usar barba parece um homem a falar/escrever.prl wrote:Grande texto do Pedro Santos Guerreiro, com uma análise fria aos números!
"Ai aguenta, aguenta"
16 Outubro 2013
Fernando Ulrich tinha razão, o povo aguentaria mais austeridade. Tanto aguentaria que aguentará este Orçamento. Por mais que Passos Coelho finja que isto é igual ao litro, isto é igual à tonelada. Vai valer a pena? Em vez de fazer de conta, façamos contas.
O presidente do BPI nunca desejou mais austeridade, avisou apenas que quem pensava que não era possível dar mais peso ao fardo estava enganado. É um facto: enganado estava. Como aqui se escreveu ontem, cortar custos do Estado é isto e isto só veio tarde, o que tornou tudo mais injusto; e este Orçamento não visa crescimento, nem reformas, nem justiça, visa apenas comprar bilhete para aceder aos mercados e ao programa cautelar. Mas agora emparedemos a alma e empedremos o coração. Pensemos como um computador. Analisemos os riscos.
O crescimento económico orçamentado (de 0,8%) depende um pouco do investimento e sobretudo das exportações e do mercado interno.
O aumento do investimento terá de ser sobretudo privado (o Estado permanece depenado) e estrangeiro (as empresas portuguesas continuam descapitalizadas e o crédito caro). A ferramenta do Governo, de descida do IRC, está longe de ser um choque fiscal. E mais importante que isso é a justiça e a estabilidade política, que não se legislam.
Para as exportações contribui a competitividade das empresas portuguesas e a procura externa, que não controlamos.
Para o mercado interno é preciso mais consumo das famílias. É aqui que entra o medo do "choque de expectativas". É curioso que o mesmo Governo que desejava o aumento da taxa de poupança (que se verificou) queira agora que esse dinheiro seja gasto. Como curioso é que o primeiro-ministro reconheça que esse aumento da poupança resulta de medo das famílias, mais do que de uma nova atitude cultural perante o consumismo, o crédito e a poupança. Se o primeiro-ministro tiver razão (e possivelmente tem), isso só quer dizer que quando estiver "tudo bem", os portugueses consumirão furiosamente como dantes. Não é grande perspectiva.
O problema é que o choque de austeridade não é apenas um choque de expectativas. Muitas famílias terão menos dinheiro. E é um paradoxo que o mesmo Governo que quer que os portugueses consumam mais queira também que poupem mais, pretendendo arrecadar 2,5 mil milhões em certificados de aforro e do tesouro. Com um corte de rendimentos, não é possível ao mesmo tempo gastar alegremente e poupar caninamente.
Que efeitos terá este choque no PIB, denominador de todos os rácios orçamentais? Sejamos ainda mais analíticos. Usemos os famosos múltiplos, que em 2012 traíram a infalibilidade dos modelos do FMI e de Vítor Gaspar. O Governo vai cortar quase quatro mil milhões de euros, o que com um múltiplo de 0,8 (usado em 2012) significa que o PIB perderá 3,2 mil milhões de euros, ou quase dois pontos percentuais. Se assumirmos um múltiplo maior, de 1,5 vezes, então o efeito recessivo é de seis mil milhões de euros, ou um pouco mais de 3,5 pontos percentuais do PIB.
Estes são riscos reais, ou a diferença entre ter crescimento baixo ou regressar à recessão. Nesse caso, não se percebe, por exemplo, como espera o Governo encaixar mais quase 900 milhões em impostos, metade dos quais no IRS. Como, se não há mais emprego e se há corte de pensões e de salários? Depois das cabeleireiras, vão perseguir os engraxadores?
São perguntas estritamente lógicas sobre um orçamento que se diz estritamente lógico. Mas o OE não é apenas lógico, é também ideológico. Na descida do IRC. No aumento do orçamento do Ministério da Defesa e redução do da Saúde. No propor menos Estado e menos apoios sociais.
José Sócrates diz em entrevista ao Expresso: "Sou o chefe democrático que a direita sempre quis ter". Estou completamente de acordo. A "esquerda moderna" com que ganhou a maioria absoluta em 2005 é social-democracia de direita envergonhada que domina o PSD. Mas não com Passos Coelho, o mais liberal de todos que está mais liberal que nunca. A sua maior escravidão é, no entanto, não ser escravo do povo, mas dos mercados. Este Orçamento é deles. Para eles. E por eles. Que corra bem. Que valha a pena.
E é perante isto (contra mim falo, p.e.) que os portugueses continuam apáticos. Principalmente os jovens.
Corduroy18
Re: Austeridade
Tão amigossolf wrote:levem uma almofada a esse monte de merda que vai sair com o cu assado de lá....já começou alias!prl wrote:Daniel Oliveira vs Camilo Lourenço no "Prós e Contras" agora mesmo..
Dá-lhe Daniel!

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Re: Austeridade
http://www.publico.pt/economia/noticia/ ... da-1609553

A proposta de Orçamento do Estado para 2014 não antecipa a existência de qualquer impacto de futuras reclassificações estatísticas em empresas públicas, apesar de esse cenário ser neste momento considerado como praticamente inevitável e poder conduzir em 2014 a um aumento da dívida em 5700 milhões de euros e a um agravamento do défice superior a 200 milhões.
As autoridades estatísticas europeias têm agendada uma revisão do Sistema Europeu de Contas (SEC) para o próximo mês de Setembro, com o défice público e a dívida dos Estados-membros da União Europeia a serem recalculados com base nas novas regras já no ano de 2014. Tendo em conta a forma como irá ser feita esta revisão e as características de diversas empresas públicas que neste momento não contam para o défice e dívida do Estado, é dada como certa uma deterioração destes indicadores.
O PÚBLICO apurou que, em 2014, pelo menos a Parpública (holding que gere as participações do Estado em empresas) e os hospitais EPE vão ser reclassificados, passando a contar para o défice e para a dívida. E estão ainda a ser analisados os casos de empresas públicas de transportes, como a CP e a Carris.
Corduroy18
Re: Austeridade
Parece uma notícia do Inimigo Público 
http://www.dn.pt/politica/interior.aspx ... id=3487767
http://www.dn.pt/politica/interior.aspx ... id=3487767
Sete cidadãos dos "35 até aos 60 anos", do movimento "Obrigado Troika!", organizam amanhã, em Lisboa, uma manifestação de apoio ao FMI, à Comissão Europeia e ao Banco Central Europeu.
"Acreditamos que as medidas [de austeridade] são absolutamente necessárias", a troika "tem o objetivo de ajudar Portugal e temos de fazer sacrifícios", disse hoje ao DN a porta-voz do movimento, Rita Ferreira Vasconcelos.
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Re: Austeridade
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