(Des)Governo

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(Des)Governo

Post by prl » Fri Sep 24, 2010 12:34 pm

Acho que a situação do país já merece um tópico próprio... Vivemos numa situação cada vez mais insustentável e, pessoalmente, cada vez vejo menos hipóteses de sairmos a "ganhar" do buraco em que nos metemos/meteram.

O Governo vem chorar porque não os deixam aumentar de novo os impostos para o ano e ameaça sair:
"Sem Orçamento aprovado o governo não tem condições para governar"

O cenário de demissão do governo estará em cima da mesa se o próximo Orçamento do Estado não for aprovado. O ministro da presidência, Pedro Silva Pereira, não descartou esse cenário esta noite, admitindo que se o documento não for viabilizado pelo PSD “o governo tirará daí as suas conclusões no sentido de que não tem condições para governar sem um Orçamento aprovado nas condições de exigência da actual conjuntura económica”.

“O governo não o pode fazer sozinho porque não tem maioria no parlamento. Precisamos de convergência para o reforço da confiança na economia portuguesa”, sublinhou Silva Pereira, convicto de que “o bom senso” irá imperar no principal partido da oposição. “A ideia de que numa situação de pressão dos mercados internacionais possamos não ter o Orçamento aprovado é uma ideia absolutamente irresponsável”, defendeu em entrevista à RTP.

Fora de questão está, garante, a possibilidade de o governo apresentar um segundo orçamento. “Se acontecesse o Orçamento não ser aprovado, a ideia que algumas vozes no interior do PSD sugeriram de que o governo apresentará outro orçamento é uma ideia enganadora: o governo não pode governar com um Orçamento da oposição. Quem provocar essa crise política será responsável, porque isso geraria a maior turbulência nos mercados internacionais e prejudicaria a capacidade de financiamento da economia portuguesa.”
A oposição descarta culpas e remete para o Governo as culpas de uma eventual crise política:
Passos Coelho acusa governo de perturbar mercados

"Para quem está tão preocupado com os mercados não vejo nenhuma vantagem em pôr a questão nestes termos", disse ao i o líder do PSD, reagindo a Silva Pereira


A vitimização do governo desencadeada ontem pelo ministro Pedro Silva Pereira, acusando o PSD de recusar "o diálogo" sobre o Orçamento do Estado, é prejudicial à imagem de Portugal nos mercados internacionais, considera o líder do PSD. "Para quem está tão preocupado com os mercados, não vejo nenhum benefício em pôr a questão nestes termos. Ainda por cima porque sempre o PSD manifestou disponibilidade para viabilizar o Orçamento", afirmou ontem Pedro Passos Coelho ao i, reagindo à "denúncia" do governo.

José Sócrates e Passos Coelho reuniram-se pela primeira vez na terça-feira. O primeiro-ministro queria comprometer o PSD com o Orçamento de 2011, procurando o seu acordo para o aumento de impostos e propondo encontrar um "meio caminho" na questão das deduções fiscais. Sem o acordo do PSD para mais impostos e diminuição das deduções fiscais não haveria qualquer margem para negociação. O líder do PSD chegou mesmo a avançar com a sua disponibilidade para aprovar com o governo, ainda em 2010, uma espécie de PEC III - mais medidas adicionais para o controlo da despesa. Passos Coelho disse ao primeiro-ministro que a grande preocupação, no momento, era convencer os mercados de que Portugal estava a cortar na despesa e que novas medidas adicionais poderiam ser importantes para esse efeito. Sócrates não respondeu. Ontem de manhã, Passos Coelho foi a São Bento dar a resposta oficial do partido: o PSD recusava aprovar mais impostos e "rachar a meio" (expressão de Sócrates) as deduções fiscais.

Mas, independentemente de um acordo prévio à apresentação do Orçamento ter ficado pelo caminho, o PSD continua disponível para negociar na Assembleia da República e acredita que haverá um "final feliz" neste processo. Apesar da dramatização toda, também o ministro da Presidência afirmou esperar que "o bom senso prevaleça" na Assembleia e que o PSD "esteja à altura das suas responsabilidades na altura de votar o Orçamento do Estado para 2011".

O governo escolheu o fim do Conselho de Ministros para denunciar a quebra nas negociações. "Recusar o diálogo sobre um orçamento tão importante, num momento tão decisivo para o país, pode ser porventura a solução mais conveniente para os interesses partidários do PSD, mas não é certamente a atitude que os portugueses esperam, nem é a posição mais responsável ao serviço do país", disse o ministro da Presidência. Teixeira dos Santos, à tarde, na Assembleia da República insistiu nos mesmos argumentos: "O cheiro a poder próximo terá de algum modo obnubilado a visão do PSD. Desde então o PSD tem vindo a criar pretextos".
E o Presidente da República faz declarações às quais ninguém na política liga e pede o abandono das grandes obras públicas anunciadas e nega categoricamente a possível entrada em cena do FMI:
Cavaco pede abandono de TGV Ontem, o Presidente da República desdobrou-se em declarações a pedir "ponderação" e "tranquilidade" e um acordo sobre o Orçamento. Para o Presidente da República, devem também ser abandonados "alguns projectos grandiosos". "Talvez tenhamos de deixar alguns projectos grandiosos" e focar "toda a atenção para as preocupações com as pessoas". Mas o Presidente procurou afastar o fantasma da entrada do FMI, que "não passa pela cabeça de ninguém". Para isso acontecer seria preciso Portugal recorrer ao Fundo de Estabilização Financeira. Cavaco aconselhou "as pessoas" "a estudar um pouco o assunto e procurarem informar-se".
Pergunto-me como é que vamos sair disto.

Que mal teria hoje o FMI entrar em Portugal, porque é tão mau que possa intervir cá novamente? Nós não nos conseguimos safar sozinhos! Não pode continuar esta maré que prejudica sempre os contribuintes... para o ano mais impostos, mas perda de nível de vida. E pelo meio, a Economia cai porque as pessoas não têm dinheiro para gastar e o pouco que sobra (aos felizardos a quem sobra) é para poupar para quando ficar ainda pior (os depósitos atingiram valores record já este ano).

Acho que a falta de um exemplo que venha de cima é um dos principais males desta crise. As pessoas não conseguem acreditar em medidas de austeridade que as prejudicam gravemente na sua vida quando acima não vêem os mesmos sacrifícios e constatam que as medidas parecem ser só para alguns. E as notícias sobre grandes obras (na ordem dos milhares de milhões), ou sobre o número as empresas públicas a carga do Estado, sobre a quantidade de chefes que as ditas empresas públicas têm ou sobre os luxos que as mesmas empresas vão mantendo ajudam a que o clima de desconfiança para com os sucessivos Governos se mantenha...

O Governo vangloriou-se de ter "reduzido o aumento" da despesa pública... ou seja, o Governo voltou a gastar mais do que antes. A despesa não tem que ser aumentada mas um bocadinho menos; tem que ser reduzida! E os sacrifícios que são pedidos aos contribuintes (na forma de aumento de impostos, na redução de salários por aumento do IRS, redução das deduções que podem ser feitas) têm que ter um acompanhamento visível por parte das despesas do Estado! Se for preciso não serem feitas já obras, principalmente grandes obras, não se fazem! Chama-se a isso aquilo que eles nos pedem: sacrifício! Se for preciso as Câmaras Municipais receberem menos dinheiro para o ano e fazerem menos obras ou terem um orçamento menor para eventos, compras, que seja! Idem para as inúmeras empresas que recebem dinheiros estatais. Eu sei que pode não ser fácil reduzir a despesa de um momento para o outro, mas as pessoas têm que ver medidas concretas vindas de cima. O Governo preocupa-se imenso com a imagem que passa lá para fora e para o impacto que isso tem nos mercados internacionais e na confiança que têm de que vamos conseguir cumprir o pagamento da nossa dívida (o que se reflecte nos juros dos empréstimos que nos fazem), mas porra... e a imagem que passam cá para dentro, para as pessoas do seu próprio país a quem tanto pedem e exigem??

Sinceramente e brincando com assuntos sérios, eu voto no gajo que me disser que isto já só lá vai com o FMI a meter aqui dinheiro e a dizer-nos rigorosamente o que fazer com ele...
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edward III
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Post by edward III » Fri Sep 24, 2010 1:02 pm

Que cortem nas despesas brutais da função pública. Os casos da CP e Aguas de Portugal são 2 entre N exemplos.
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NothingW
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Post by NothingW » Fri Sep 24, 2010 2:35 pm

estamos entregues aos bichos...
Mike McCready is gonna tuck you all in your sleeping bags with this next song

On this page you see a little girl giggling at a hippopotamus. I wonder, why?



http://meter-maid.blogs.sapo.pt/

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greenjam
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Post by greenjam » Fri Sep 24, 2010 4:21 pm

n me lembro dum governo tão mau... nem o de santana lopes teria dado tantos tiros no pé...

péssimo, péssimo, péssimo, a cada dia que passa piores são as declarações e atitudes do governo...
They were but stones our light made them stars!

NADA justifica o terrorismo!!!

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Fly_AwAy
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Post by Fly_AwAy » Fri Sep 24, 2010 4:29 pm

greenjam wrote:n me lembro dum governo tão mau... nem o de santana lopes teria dado tantos tiros no pé...

péssimo, péssimo, péssimo, a cada dia que passa piores são as declarações e atitudes do governo...
já eu não me lembro de outro contexto economico tão mau. mas n estou c isto a defender o governo que teme stado mal nos ultimos meses, e a teimosia no TGV sem $ para o mesmo é ridicula!!!

mas parece-me q qq governo de direita teria feito o mesmo ou pior, cá estaremos para ver se o psd for o próximo.

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Betterman
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Post by Betterman » Fri Sep 24, 2010 4:41 pm

greenjam wrote:n me lembro dum governo tão mau... nem o de santana lopes teria dado tantos tiros no pé...

péssimo, péssimo, péssimo, a cada dia que passa piores são as declarações e atitudes do governo...
Tao e coragem para fazer as reformas que este governo já fez????

E o que é pior?: dizer que não governa com um OE nao aprovado ( o que é perfeitamente normal), ou não aprovar um OE para ir governar no futuro?

Estamos mal! É certo ! Mas espero bem que nao haja mudanças , porque a mudar será para pior!

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Pearl_Fan
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Post by Pearl_Fan » Fri Sep 24, 2010 5:01 pm

Eu pessoalmente não quero cá o FMI... Não gosto muito das políticas que usam, nem gosto dos efeitos que deixam em alguns países... No entanto, como estamos na União Económica Monetária, estamos mais ou menos a salvo...
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prl
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Post by prl » Fri Sep 24, 2010 5:03 pm

Betterman wrote:Tao e coragem para fazer as reformas que este governo já fez????
E coragem para tomar medidas a sério que vão contra os interesses instalados, que não atinjam apenas os contribuintes. Coragem para adiar as grandes obras públicas (aquelas que mais dinheiro devem fazer andar de bolso em bolso) porque é simplesmente inviável fazê-las agora porque não há dinheiro? Porque fazê-las implica ir buscar dinheiro noutro lado, ou seja, ao bolso de quem paga impostos?
Betterman wrote:E o que é pior?: dizer que não governa com um OE nao aprovado ( o que é perfeitamente normal), ou não aprovar um OE para ir governar no futuro?
Não critico o PSD por não aprovar o OE.. o PSD tem as suas ideias e por elas passa uma melhor gestão da despesa pública (a redução da mesma) e o não aumento de impostos.. isto foi o que eles sempre disseram. Virem agora aprovar um OE que contempla o aumento de impostos era ser incoerente.

Isto é o que eles dizem, quando lá estiverem logo veremos se serão capazes de o manter ou se vão afinal aumentar os impostos.
Betterman wrote:Estamos mal! É certo ! Mas espero bem que nao haja mudanças , porque a mudar será para pior!
Nem sequer vejo com maus olhos o Governo ir abaixo. Já mostraram claramente que não estão aptos a governar o país e que não são capazes de fazer o que é realmente necessário para levar Portugal para o rumo certo.

Aumentar o IVA, o IRS, reduzir as deduções fiscais, são medidas a curto prazo. É ir buscar dinheiro rapidamente para satisfazer a paranóia do défice. E para o ano, se for preciso, mantêm o novo aeroporto e vão-nos buscar o subsídio de férias e se calhar o de Natal. E aumentam o IVA em mais 1 ou 2%. E depois? Como sobrevive uma economia onde as pessoas não têm dinheiro para gastar?

A sério: como é possível estar pior do que estamos? Como podemos sair da situação em que estamos?
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Post by Fly_AwAy » Fri Sep 24, 2010 5:04 pm

Pearl_Fan wrote:Eu pessoalmente não quero cá o FMI... Não gosto muito das políticas que usam, nem gosto dos efeitos que deixam em alguns países... No entanto, como estamos na União Económica Monetária, estamos mais ou menos a salvo...
a grécia tb esta e no entanto...

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Post by Pearl_Fan » Fri Sep 24, 2010 5:19 pm

Fly_AwAy wrote:
Pearl_Fan wrote:Eu pessoalmente não quero cá o FMI... Não gosto muito das políticas que usam, nem gosto dos efeitos que deixam em alguns países... No entanto, como estamos na União Económica Monetária, estamos mais ou menos a salvo...
a grécia tb esta e no entanto...
a salvo da desvalorização da moeda, queria eu dizer! Muitas vezes não acabo de escrever o que tou a pensar lol #-o
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Post by cubic » Fri Sep 24, 2010 6:15 pm

este forum é so fascistas.. ate mete impressao
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Post by prl » Mon Sep 27, 2010 11:43 am

Relatório da OCDE recomenda ao Governo aumento de impostos

O relatório da OCDE, que está a esta hora a ser apresentado pelo secretário-geral da organização em Lisboa, recomenda ao Governo um aumento do IVA, IMI e IMT.

Aumento do IVA, IMI e IMT, redução do subsídio de desemprego e da protecção legal aos trabalhadores, contenção salarial na Função Pública e redução das contribuições das empresas para a Segurança Social.
São estas as principais recomendações da OCDE a Portugal. O estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento é está a ser apresentado no Ministério das Finanças, mas a TSF já o leu.

A OCDE avisa que o Governo deve estar preparado para aumentar os impostos, focando-se naqueles que têm menor impacto no trabalho, nas empresas e no crescimento económico, ou seja, o IVA e os impostos sobre a propriedade, o IMI e o IMT, alterações que se enquadram na lógica de fazer a economia nacional depender menos do consumo e mais das exportações.

Recomendações que a organização justifica dizendo que uma consolidação fiscal credível é a única forma de recuperar a confiança dos investidores.
No lado da despesa, a OCDE sustenta que há que adoptar regras de médio prazo que permitam continuar a cortar nos custos de funcionamento do Estado e argumenta que as implicações fiscais dos contratos das parcerias público-privadas devem ser transparentes, defendendo ainda que o esforço de redução da despesa deve ser transversal a todas as camadas do Estado.

Para que tudo isto aconteça, a organização diz que é fundamental que haja um consenso político em relação ao mercado do trabalho.

A OCDE diz que em Portugal o apoio aos desempregados é exagerado. Por isso, o governo deve reduzir o período do subsídio para quem perdeu o emprego e fazer diminuir o valor desta prestação ao longo do período durante o qual o cidadão a recebe.

Para além disso, deve deixar de fazer depender o montante do subsídio da idade do trabalhador. A OCDE lembra que em muitos países os desempregados recebem ajuda do Estado durante apenas 6 meses.

Ainda no domínio do trabalho o estudo conclui que o Estado deve afrouxar a protecção legal ao emprego de forma a promover a mobilidade.

A lógica das contribuições para a Segurança Social também deve ser alterada. A taxa única que hoje existe deve ser transformada numa taxa variável, tanto menor quanto mais magro for o salário do trabalhador. O objectivo é aliviar a carga fiscal das empresas.

A organização recomenda também uma forte contenção salarial na Administração Pública, mas não fala em cortes.

A OCDE diz ainda que as grandes obras públicas, como o aeroporto de Lisboa, devem ser retomadas assim que as condições financeiras o permitam.

No plano da educação, a organização elogia o aumento da idade obrigatória de 15 para 18 anos, mas avisa que não pode ser feito à custa da qualidade do ensino e por isso recomenda que Portugal avalie o impacto efectivo desta medida, assim como o programa Novas Oportunidades.
Está dado o mote para o aumento de impostos... mais um.
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Post by Fly_AwAy » Mon Sep 27, 2010 11:50 am

por mim é menos mau um aumento do IVA do que me retirarem o 13º mês.

Se forem a mexer nos salários de quem quer que seja, que mexam nos da função publica, que são despesa directa do estado, como foi feito em Espanha...

tar a cortar no sector privado é uma idiotice tamanha.

a redução da despesa é essencial, já chega de tanto subsidio e despesismo... infelizmente mto do pessoal no subsidio de desemprego tá bem é a tocar viola

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Post by prl » Mon Sep 27, 2010 11:57 am

Eles não podem mexer mais nos ordenados das pessoas senão a economia do país pára simplesmente.. gostava de ter visto o Governo dizer o que este relatório diz, de forma simples, directa e transparente, mas continuam a preferir andar às turras com o PSD sobre o OE. Vamos ver que impacto terá este relatório.

Não tenho dúvidas de que o OE será aprovado, mal estávamos nós se nem isso conseguissem fazer. Estou curioso para saber quem vai ceder mais. O Governo, por um lado, prefere manter as medidas do costume mal mexendo na despesa pública, chantageia com uma crise política e ameaçando que se demite se não for aprovado ao mesmo tempo que coloca a culpa do resultado negativo que pode vir a acontecer no PSD (como se o PSD fosse obrigado a aceitar o que o Governo quer, seja o que for, só por amor ao país). O PSD mantém a sua posição contra aumento de impostos e exigindo redução da despesa aproveitando o populismo destas medidas... seria um braço de ferro interessante se não estivéssemos na situação grave em que estamos.
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Post by Fly_AwAy » Mon Sep 27, 2010 12:16 pm

prl wrote:Eles não podem mexer mais nos ordenados das pessoas senão a economia do país pára simplesmente.. gostava de ter visto o Governo dizer o que este relatório diz, de forma simples, directa e transparente, mas continuam a preferir andar às turras com o PSD sobre o OE. Vamos ver que impacto terá este relatório.

Não tenho dúvidas de que o OE será aprovado, mal estávamos nós se nem isso conseguissem fazer. Estou curioso para saber quem vai ceder mais. O Governo, por um lado, prefere manter as medidas do costume mal mexendo na despesa pública, chantageia com uma crise política e ameaçando que se demite se não for aprovado ao mesmo tempo que coloca a culpa do resultado negativo que pode vir a acontecer no PSD (como se o PSD fosse obrigado a aceitar o que o Governo quer, seja o que for, só por amor ao país). O PSD mantém a sua posição contra aumento de impostos e exigindo redução da despesa aproveitando o populismo destas medidas... seria um braço de ferro interessante se não estivéssemos na situação grave em que estamos.
Podem perfeitamente mexer nos ordenados das pessoas, a economia para é quando não houver financiamento às empresas, isso sim é o principal problema actual.

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