Não é um documentário nada animador.
Economia
Moderator: Mods Geral
Re: Economia
Interessante como o documentário termina a mostrar um caminho que o Zé Sócrates queria seguir.
Não é um documentário nada animador.
Não é um documentário nada animador.
Corduroy18
Re: Economia
No fundo, mostra que depende de nós mudar isto. Voltar a regular os mercados e não deixar que volte a ser a selva que é. É "engraçado" perceber que depois da WWII não houve crises por causa da regulação do mercado e mal aliviaram essa regulação rebentou tudo outra vez. Se calhar a História vai é ter que se repetir (once again) e vai ser preciso as pessoas terem uma atitude mais dura para com os governantes.JoãoPM wrote:Interessante como o documentário termina a mostrar um caminho que o Zé Sócrates queria seguir.
Não é um documentário nada animador.
O que achei mais interessante foi ver a ligação das crises económicas (a fase da expansão, a formação das bolhas, etc) com a evolução tecnológica e com as grandes revoluções da tecnologia.
00:
... 06:
... 07:
... 09:
... 10:
... 12:
[SG]
[EV] ... 14:
[EV] ... 16:
[CC]
[CC]
[TOTD] ... 18:


... 06:
... 07:
... 09:
... 10:
... 12:
[SG]
[EV] ... 14:
[EV] ... 16:
[CC]
[CC]
[TOTD] ... 18:


Re: Economia
Os jogos de interesses bloqueiam tudo. Vamos ver o que mais vamos apanhar até chegar o "boom" e recomeçar tudo de novo e passar umas décadas de crescimento.prl wrote:No fundo, mostra que depende de nós mudar isto. Voltar a regular os mercados e não deixar que volte a ser a selva que é. É "engraçado" perceber que depois da WWII não houve crises por causa da regulação do mercado e mal aliviaram essa regulação rebentou tudo outra vez. Se calhar a História vai é ter que se repetir (once again) e vai ser preciso as pessoas terem uma atitude mais dura para com os governantes.JoãoPM wrote:Interessante como o documentário termina a mostrar um caminho que o Zé Sócrates queria seguir.
Não é um documentário nada animador.
Corduroy18
Re: Economia
estive a ver e é bastante interessante. especialmente essa parte das revoluções/evoluções tecnológicas, como disse o Paulo, porque os factos já são conhecidos e há muita informação que faz lembrar, por exemplo, o Inside Job mas este explora bem essa relação com as crises económicas.

os governantes estão completamente reféns desta gente. se tentam fazer alguma coisa contra, acaba-se o dinheiro para financiar as campanhas e afins... enquanto isso for permitido, vai continuar tudo igualprl wrote: No fundo, mostra que depende de nós mudar isto. Voltar a regular os mercados e não deixar que volte a ser a selva que é. É "engraçado" perceber que depois da WWII não houve crises por causa da regulação do mercado e mal aliviaram essa regulação rebentou tudo outra vez. Se calhar a História vai é ter que se repetir (once again) e vai ser preciso as pessoas terem uma atitude mais dura para com os governantes.
Mike McCready is gonna tuck you all in your sleeping bags with this next song
On this page you see a little girl giggling at a hippopotamus. I wonder, why?
http://meter-maid.blogs.sapo.pt/
On this page you see a little girl giggling at a hippopotamus. I wonder, why?
http://meter-maid.blogs.sapo.pt/
Re: Economia
A "fórmula" tem que mudar, de alguma forma.. não sei como é que se fazer isso, mas tem que acontecer. Senão o que vai sair desta crise vai ser... nada. Daqui a uns 20 ou 30 anos acontece exactamente o mesmo. E pelo meio os grandes causadores de tanta miséria saem todos contentes, mais ricos e impunes do que antes. Basta olhar para o exemplo do que aconteceu nos US depois da crise do subprime.. lá andam eles todos como se não fosse nada com eles.NothingW wrote:estive a ver e é bastante interessante. especialmente essa parte das revoluções/evoluções tecnológicas, como disse o Paulo, porque os factos já são conhecidos e há muita informação que faz lembrar, por exemplo, o Inside Job mas este explora bem essa relação com as crises económicas.
os governantes estão completamente reféns desta gente. se tentam fazer alguma coisa contra, acaba-se o dinheiro para financiar as campanhas e afins... enquanto isso for permitido, vai continuar tudo igualprl wrote: No fundo, mostra que depende de nós mudar isto. Voltar a regular os mercados e não deixar que volte a ser a selva que é. É "engraçado" perceber que depois da WWII não houve crises por causa da regulação do mercado e mal aliviaram essa regulação rebentou tudo outra vez. Se calhar a História vai é ter que se repetir (once again) e vai ser preciso as pessoas terem uma atitude mais dura para com os governantes.
00:
... 06:
... 07:
... 09:
... 10:
... 12:
[SG]
[EV] ... 14:
[EV] ... 16:
[CC]
[CC]
[TOTD] ... 18:


... 06:
... 07:
... 09:
... 10:
... 12:
[SG]
[EV] ... 14:
[EV] ... 16:
[CC]
[CC]
[TOTD] ... 18:


Re: Economia
"O PIB total do mundo é de cerca de 50 triliões de dólares, enquanto o valor total dos swaps existentes é de 441 triliões de dólares, cerca de oito vezes a produção do mundo inteiro."
o valor dos swaps existentes é 8 vezes superior ao PIB??


00:
... 06:
... 07:
... 09:
... 10:
... 12:
[SG]
[EV] ... 14:
[EV] ... 16:
[CC]
[CC]
[TOTD] ... 18:


... 06:
... 07:
... 09:
... 10:
... 12:
[SG]
[EV] ... 14:
[EV] ... 16:
[CC]
[CC]
[TOTD] ... 18:


Re: Economia
Andam a viver acima das nossas possiblidades, isso sim...
Speaking as a child of the 90's


Re: Economia
O mundo é cada vez mais desigual e a austeridade apenas acentua as desigualdades, tornando os ricos mais ricos e os pobres mais pobres.. e este capitalismo desenfreado um dia irá rebentar.
http://www.ionline.pt/artigos/liv/josep ... sigualdade
http://www.ionline.pt/artigos/liv/josep ... sigualdade
Joseph Stiglitz. O preço da desigualdade
O mais recente livro do Prémio Nobel da Economia de 2001, Joseph Stiglitz, aborda uma questão normalmente descurada nas políticas económicas: a desigualdade. Nuno Ramos de Almeida retira da obra, mais centrada no caso dos Estados Unidos da América, um paralelo com a situação portuguesa. A desigualdade foi uma das principais causas da crise, e as políticas austeritárias não fizeram mais que aumentá-la
Desde o final dos anos 70 que a desigualdade não pára de crescer nos países desenvolvidos. As políticas de redistribuição do produto social do pós-guerra foram substituídas por orientações de política económica que diminuíram a participação tributária dos ricos, desregulamentaram o chamado mercado do trabalho e foram amputando, às fatias, o Estado social. Se a isto somarmos uma globalização que liberalizou a circulação de capitais e retirou quase todos os entraves à criação de produtos especulativos, temos o caldo que criou a crise em que vivemos.
Nas vésperas da crise financeira global de 2008, tínhamos no mundo desenvolvido, e de uma forma mais acentuada em países como os EUA e Portugal, níveis de desigualdade comparáveis com os dos dias anteriores à Grande Depressão de 1929-30. Esta relação entre a desigualdade e a crise não é espúria. A crescente desigualdade foi acompanhada por políticas que favoreciam o capital especulativo e aumentavam muito as diferenças de rendimentos entre os mais ricos e os mais pobres nas nossas sociedades. Foram estes ingredientes que tornaram ainda mais instável o sistema.
O capitalismo tornou-se uma máquina virtual de especular com dinheiro, em que a relação entre os rendimentos e o trabalho real despendido se perde. Se no final dos anos 80, a relação entre o salário médio de um trabalhador e um administrador de uma grande empresa era de 1 para 30, nos dias de hoje ultrapassa 1 para 200. Isto para não falar dos prémios e dos dividendos milionários que faziam que no auge da crise financeira os CEO das grandes empresas retirassem milhões em prémios de gestão enquanto os seus bancos estavam à beira da falência.
Embora a desigualdade de poder e económica entre ricos e pobres nos tenha levado à catástrofe económica, as políticas traçadas para a sua alegada “superação” apostaram apenas em fazer que 99% da população pagasse a crise provocada por uma política económica que apenas tinha em atenção o 1% mais rico. As políticas austeritárias traçadas na Europa a esse respeito são absolutamente claras nos seus objectivos e nos seus resultados. Recentemente, um estudo da organização não governamental Oxfam, “ A cautionary tale: The true cost of austerity and inequality in Europe”, alertou: se as medidas de austeridade actualmente em vigor continuarem a ser implementas, em 2025 vão estar em risco de pobreza cerca de 25 milhões de europeus. “Fazemos um apelo aos governos europeus, para que liderem um novo modelo social e económico que invista nas pessoas, reforce a democracia e procure um sistema fiscal justo”, diz Natalia Alonso, responsável pela Oxfam na União Europeia.
Em países como Portugal e a Grécia, o resultado desastroso destas políticas é ainda mais claro: em Portugal é também dito que entre 2010 e 2011 a desigualdade nos rendimentos tem beneficiado as “elites económicas”. Após as crises financeiras em geral os mais ricos vêem os seus rendimentos crescer 10% enquanto os mais pobres os perdem na mesma proporção.
O livro de Stiglitz é uma espécie de relatório de CSI deste processo. O cadáver é a economia do país capitalista mais de-senvolvido, os Estados Unidos da América, e a autópsia não é nada simpática:
“a) O recente crescimento dos rendimentos nos EUA ocorre essencialmente no 1% de topo da distribuição dos rendimentos;
b) Em resultado disso, verifica-se uma crescente desigualdade;
c) Os cidadãos da base e da classe média vivem hoje pior do que viviam no início do século;
d) As desigualdades de riqueza são ainda maiores que as desigualdades de rendimentos;
e) As desigualdades são evidentes não só nos rendimentos, mas também em muitas outras variáveis que reflectem os padrões de vida, como a insegurança e a saúde;
f) A vida é particularmente difícil para a classe mais baixa e a recessão tornou-a muito pior;
g) Tem-se verificado um certo esvaziamento da classe média;
i) Existe pouca mobilidade dos rendimentos – a ideia dos EUA enquanto terra de oportunidades não passa de um mito.”
Stiglitz mostra com muita clareza que, embora os cidadãos dos EUA acreditem no “sonho americano”, segundo uma sondagem da Pew Foundation, quase sete em cada dez americanos acreditam no seu sucesso económico. A realidade é que a sociedade norte-americana tem índices de mobilidade social comparáveis com as plutocracias de África. Os ricos serão mais ricos e os pobres ainda mais miseráveis.
Para o Prémio Nobel da Economia de 2001 esta situação não é inevitável nem decorre da existência de uma entidade, encarada como sobrenatural e imutável, que seriam os mercados. Stigliz demonstra de uma forma muito clara que os mercados resultam de um processo de construção social e devem-se na sua actual configuração a uma relação de forças política que dá excessivo poder aos ricos e desvirtua a democracia. “Os mercados não existem no vácuo. São moldados pelas nossas políticas, muitas vezes de forma a beneficiar os do topo”, observa. Para ele a economia tem de responder aos problemas da totalidade da população. Ela não existe como um jogo virtual que dá prémios aos do costume, mas como uma actividade que deve servir a humanidade. Deste ponto de vista, as nossas sociedade preparam-se para uma explosão descontrolada quando mantêm milhões de pessoas no desemprego em países em que há necessidades para preencher e trabalho que deveria estar a ser feito.
Como escreve na abertura do seu prefácio Joseph Stiglitz: “Há momentos na história em que os povos de todo o mundo parecem erguer-se para afirmar que algo está mal. Foi isso que aconteceu nos tumultuosos anos de 1848 e 1968. Cada uma destas datas de convulsão social marcou o início de uma nova era.” Fica o aviso.
00:
... 06:
... 07:
... 09:
... 10:
... 12:
[SG]
[EV] ... 14:
[EV] ... 16:
[CC]
[CC]
[TOTD] ... 18:


... 06:
... 07:
... 09:
... 10:
... 12:
[SG]
[EV] ... 14:
[EV] ... 16:
[CC]
[CC]
[TOTD] ... 18:


Re: Economia
é alguem credivel a dizer, de novo, aquilo que muitos de nos ja suspeitamos há meses....JoãoPM wrote:É um artigo mais do que interessante.
EV - "FDX VOCES SAO OS MAIORES!"
e somos mm......
24.11.96
25.11.96
23.05.00
25.05.00
26.05.00
04.09.06
05.09.06
16.09.06
17.09.06
30.09.06
08.06.07
12.06.07
13.06.07
18.06.07
11.08.09
13.08.09
15.08.09
17.08.09
18.08.09
21.09.09
22.09.09
25.09.09
30.10.09
31.10.09
22.06.10
23.06.10
25.06.10
30.06.10
01.07.10
10.07.10
03.09.11
04.09.11
03.11.11
04.11.11
06.11.11
09.11.11
11.11.11
13.11.11
04.07.12
05.07.12
07.07.12
20.06.14
22.06.14
25.06.14
26.06.14

e somos mm......
24.11.96
25.11.96
23.05.00
25.05.00
26.05.00
04.09.06
05.09.06
16.09.06
17.09.06
30.09.06
08.06.07
12.06.07
13.06.07
18.06.07
11.08.09
13.08.09
15.08.09
17.08.09
18.08.09
21.09.09
22.09.09
25.09.09
30.10.09
31.10.09
22.06.10
23.06.10
25.06.10
30.06.10
01.07.10
10.07.10
03.09.11
04.09.11
03.11.11
04.11.11
06.11.11
09.11.11
11.11.11
13.11.11
04.07.12
05.07.12
07.07.12
20.06.14
22.06.14
25.06.14
26.06.14
Re: Economia
E também uma constatação de que nos mentem e que andamos a pagar o enriquecimento de gente já muito rica. Isto um dia tem que mudar, de alguma forma. Infelizmente, como aquele documentário que meti neste tópico (página anterior) mostra, provavelmente só se sairá deste ciclo de capitalismo desenfreado e de domínio da especulação de uma forma que não deverá ser muito pacífica.
00:
... 06:
... 07:
... 09:
... 10:
... 12:
[SG]
[EV] ... 14:
[EV] ... 16:
[CC]
[CC]
[TOTD] ... 18:


... 06:
... 07:
... 09:
... 10:
... 12:
[SG]
[EV] ... 14:
[EV] ... 16:
[CC]
[CC]
[TOTD] ... 18:


Re: Economia
E apesar de me parecer uma coisa "fácil" de deduzir, parece que os srs. mestres/doutorados que estão nos gabinetes onde se tomam as decisões não vêem, ou então não querem ver... Eu não percebo nada de nada de economia e tal como muita gente "comum" (inclusivé muitos deste fórum) já tinha "escorrido" isto faz tempo, faz muito tempo...solf wrote:é alguem credivel a dizer, de novo, aquilo que muitos de nos ja suspeitamos há meses....JoãoPM wrote:É um artigo mais do que interessante.
"There's a light when my baby's in my arms"
Re: Economia
A única conclusão possível é que a escolha deste caminho, conhecendo tudo isto, tem exactamente este fim como objectivo..
00:
... 06:
... 07:
... 09:
... 10:
... 12:
[SG]
[EV] ... 14:
[EV] ... 16:
[CC]
[CC]
[TOTD] ... 18:


... 06:
... 07:
... 09:
... 10:
... 12:
[SG]
[EV] ... 14:
[EV] ... 16:
[CC]
[CC]
[TOTD] ... 18:


Re: Economia
Quando eu digo que é "mais do que interessante" é por vir de onde vem.Hugo wrote:E apesar de me parecer uma coisa "fácil" de deduzir, parece que os srs. mestres/doutorados que estão nos gabinetes onde se tomam as decisões não vêem, ou então não querem ver... Eu não percebo nada de nada de economia e tal como muita gente "comum" (inclusivé muitos deste fórum) já tinha "escorrido" isto faz tempo, faz muito tempo...solf wrote:é alguem credivel a dizer, de novo, aquilo que muitos de nos ja suspeitamos há meses....JoãoPM wrote:É um artigo mais do que interessante.
Ora, sobre desigualdades no actual panorama, já todos nós criticamos. Também se lê frequentemente sociólogos, antropólogos e pessoas de outras áreas das ciências sociais e humanas a alertarem sobre a desigualdade social. Agora economistas não é normal. Embora este senhor já tenha participado em vários documentários sobre o crash de 2008 e sobre a consequente crise na Europa.
Corduroy18
Re: Economia
Produtividade, salários e matemática:
[youtube]http://www.youtube.com/watch?feature=pl ... 307Li6mqqE[/youtube]
[youtube]http://www.youtube.com/watch?feature=pl ... 307Li6mqqE[/youtube]
00:
... 06:
... 07:
... 09:
... 10:
... 12:
[SG]
[EV] ... 14:
[EV] ... 16:
[CC]
[CC]
[TOTD] ... 18:


... 06:
... 07:
... 09:
... 10:
... 12:
[SG]
[EV] ... 14:
[EV] ... 16:
[CC]
[CC]
[TOTD] ... 18:


Who is online
Users browsing this forum: No registered users and 0 guests




