Começo retirando cenas que vem do outro topic referido para contextualizar a conversa!
Lamento dizer mas o problema é que quem quer usar drogas isa porque elass estão ai nas ruas, disponiveis para quem queira, a enriquecer pessoal sem escrupulos e a produzir situações de degradação e marginalidade muito graves.Mais julgo que alguem se meter ou não na merda depende 99,999% da sua educação, do seu circulo de amigos e eventualmente de factores geneticos e ambientais. Conheço casos de ppl que fuma ganzas à anos e continuam a sua vida normal, casos de ppl que fuma disparates de ganzas e que já tá todo queimado das ideias, casos de ppl que consome (não so ganzamiguelbaptista wrote:mas sei que já o fiz e até demais. E posso-te garantir que afectou duma forma negativa todos os que me rodeavam, especialmente familia e amigos.solf wrote:
a tua comparação com as drogas é um pouco fraca porque um gajo drogar-se só o afecta a ele. Dado isto eu posso-te dizer que sou a favor da liberalização TOTAL de tudo o que só afecta uma pessoa e não outras. Drogas, eutanásia, etc....e nota que muito longe de mim comparar isto ao aborto que é muito mais complexo!!! Quanto as drogas digo-te mesmo que a liberalização iria fazer diminuir a criminalidade e a marginalidade e lixar o negocio de muitos que lucram da fraqueza/desgraça alheia! Mas obvio que concordo que o estado deve combater esta e outras formas de degradação humano auto-infligida. Só não concordo é com o modo do "proibir isto, proibir aquilo" porque isso só traz os resultados contrarios e instaura muita hipocrisia!
E quanto mais pesada a droga, mais afecta os outros, do ponto de vista da degradação humana, emocional e sentimental, da quebra dos laços com todos à sua volta, da diminuta capacidade para reagir , nomeadamente para quem conduz, a maniaco-depressividade que por vezes despoleta actos puramente instintivos de violencia... isto tudo não são consequencias auto-inflingidas.
Eu penso como um dia um futuro pai, já que me vi metido em merda, imagino o QUANTO mais facil seria para um filho meu se drogar se ela estivesse ali mesmo, à mão de semear, em vez de ter que enfrentar o ambiente dos bairros de lata, etc. A marginalidade no acesso às drogas impede muita gente de as obter com maior regularidade, e isso em relação às drogas leves acredito que seja uma grande vantagem.
Em relação às drogas pesadas, acho que devia haver um maior apoio ao consumidor, não tratá-lo como um coitadinho pois não são, mas tratá-los com dignidade e ajudá-los a dar a volta por cima, como já vi acontecer felizmente em muitos casos com o apoio sempre de familiares, médicos, etc.
Posso estar errado, mas é a minha vivência e experiência que me dá esta opinião.
Quanto a afectar as pessoas claro que afecta! Mas como vives em sociedade tudo o que fazes no limite irá afectar outros. O que me referia era à tua comparação com o aborto que me parece pecar por defeito.
Quanto a tratamento prevenção etc. Sim 100% a favor disso! E mais uma vez a proibição só afecta ainda mais os agarrados bem como os que tem de conviver com eles e lidar com a sua total dependencia que os leva aos actos que todos sabemos.
Let the "figth" begin

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