Adopção por casais homossexuais
Moderator: Mods Geral
Re: Adopção por casais homossexuais
É bom haver mais discussão sobre o assunto, parece-me que é daquelas coisas sobre as quais ainda há uma divisão muito grande (muito mais do que no casamento homossexual)..
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Re: Adopção por casais homossexuais
Acho que nunca participei neste tópico e como coloquei aqui a notícia vou deixar aqui a minha posição, como os jammers foram escrevendo.
Eu sou a favor da adopção por parte dos casais gay. Seja ele constituído por dois homens ou duas mulheres.
Não acho que seja algo prejudicial no crescimento de uma criança. Ela tem total acesso a toda a informação do que a sociedade é na sua grande maioria, e sobretudo, a sua orientação sexual nunca será uma escolha (ou uma imposição) mas sim algo que deriva de sentimentos, como noutro jovem adulto qualquer.
A questão família não se impõe. Porque uma família não tem como significado "um homem e uma mulher a viver sob o mesmo tecto", sendo a igreja uma excepção. Portanto, uma família é constituída de ambas as formas.
Por outro lado, pode-se argumentar a dificuldade que a criança possa ultrapassar no seu crescimento. Isso é lógico, devido à sociedade imposta mas será algo que tem de se mudar. E como toda e qualquer coisa na vida, mudança tem um esforço adjacente. Não podemos andar para trás nos direitos humanos só porque é difícil mudar mentalidades. Julgo que daqui a uns 40 anos, as coisas já sejam bem diferentes.
Não vejo nada contra. Acho absolutamente normal. O que não é normal é a situação actual. Onde os direitos humanos não são respeitados visto que não há igualdade para todos os homens só por causa da sua orientação sexual.
E que eu saiba, embora viva num país fortemente influenciado pelo religião, o estado é laico.
Logo, não vejo entraves.
Eu sou a favor da adopção por parte dos casais gay. Seja ele constituído por dois homens ou duas mulheres.
Não acho que seja algo prejudicial no crescimento de uma criança. Ela tem total acesso a toda a informação do que a sociedade é na sua grande maioria, e sobretudo, a sua orientação sexual nunca será uma escolha (ou uma imposição) mas sim algo que deriva de sentimentos, como noutro jovem adulto qualquer.
A questão família não se impõe. Porque uma família não tem como significado "um homem e uma mulher a viver sob o mesmo tecto", sendo a igreja uma excepção. Portanto, uma família é constituída de ambas as formas.
Por outro lado, pode-se argumentar a dificuldade que a criança possa ultrapassar no seu crescimento. Isso é lógico, devido à sociedade imposta mas será algo que tem de se mudar. E como toda e qualquer coisa na vida, mudança tem um esforço adjacente. Não podemos andar para trás nos direitos humanos só porque é difícil mudar mentalidades. Julgo que daqui a uns 40 anos, as coisas já sejam bem diferentes.
Não vejo nada contra. Acho absolutamente normal. O que não é normal é a situação actual. Onde os direitos humanos não são respeitados visto que não há igualdade para todos os homens só por causa da sua orientação sexual.
E que eu saiba, embora viva num país fortemente influenciado pelo religião, o estado é laico.
Logo, não vejo entraves.
Corduroy18
Re: Adopção por casais homossexuais
Os projetos foram rejeitados por toda a bancada do PCP e pela maioria dos deputados do PSD e do CDS-PP, tendo todos os deputados dos Verdes e do Bloco de Esquerda votado a favor ambos os diplomas
No PS, 38 deputados votaram a favor e 12 abstiveram-se, num total de 63 parlamentares registados no início das votações de hoje na Assembleia da República, em relação ao projeto do BE.
Em relação ao projeto dos Verdes, votaram a favor 39 deputados socialistas e 11 abstiveram-se.
No PSD, houve nove votos a favor e duas abstenções e no CDS houve um voto a favor e uma abstenção em relação aos dois projetos.
Um segundo projeto do BE relativo à co-adoção foi também rejeitado pelo plenário dos deputados.
Corduroy18
Re: Adopção por casais homossexuais
não percebo como é que isto ainda não foi para a frente.
não percebo.. mesmo.
não percebo.. mesmo.

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Last Soldier
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Re: Adopção por casais homossexuais
Já avançavam com isto...discussão, qual discussão, mas alguem discute isto? e quem vai discutir isto? o Parlamento? lol
E vejam lá se acabam com aquela burocracia toda que impede que as crianças tenham uma familia num prazo razoável de tempo, 3/4 anos de espera para a criança ser acolhida por uma familia de adopção é inadmissivel. Esta burocracia só serve para dar tacho a quem não merece.
E vejam lá se acabam com aquela burocracia toda que impede que as crianças tenham uma familia num prazo razoável de tempo, 3/4 anos de espera para a criança ser acolhida por uma familia de adopção é inadmissivel. Esta burocracia só serve para dar tacho a quem não merece.
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05.07.2018
14.07.2018Re: Adopção por casais homossexuais
Acho que este assunto merece uma discussão mais aprofundada do que até agora (não) houve na sociedade...Last Soldier wrote:Já avançavam com isto...discussão, qual discussão, mas alguem discute isto? e quem vai discutir isto? o Parlamento? lol
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Re: Adopção por casais homossexuais
a mim parece-me simplesprl wrote:Acho que este assunto merece uma discussão mais aprofundada do que até agora (não) houve na sociedade...Last Soldier wrote:Já avançavam com isto...discussão, qual discussão, mas alguem discute isto? e quem vai discutir isto? o Parlamento? lol
qualquer tipo de discussão apenas me parece ser motivada por estigmas sociais.. não censuro ninguém mas, pessoalmente, acho que é simples.

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Re: Adopção por casais homossexuais
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=yMLZO-sObzQ&feature=fvsr[/youtube]
Light travels faster than sound, that's why people appear bright before they start to speak...
Re: Adopção por casais homossexuais
a última frase diz tudoSunshower wrote:[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=yMLZO-sObzQ&feature=fvsr[/youtube]
Mike McCready is gonna tuck you all in your sleeping bags with this next song
On this page you see a little girl giggling at a hippopotamus. I wonder, why?
http://meter-maid.blogs.sapo.pt/
On this page you see a little girl giggling at a hippopotamus. I wonder, why?
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Re: Adopção por casais homossexuais
Ao contrário do casamento homossexual, em que o acto não "incomoda" ninguém (sem ser no sentido ofensivo), a adopção por casais homossexuais envolve uma pessoa fora do casal, daí que eu ache que importa esclarecer e debater bem o assunto.
E o que mais importa saber e esclarecer a opinião pública é se a orientação sexual é inata e consequentemente independente de factores familiares ou se, por outro lado esta influência existe e a criança pode ser sujeita a ela (e assumindo abusivamente que isso seria mau para ela). Confesso que em relação a este assunto não sou muito informado, daí dizer que discussão na sociedade não incomoda ninguém, até porque o assunto é muito tabu ainda e era de maneira a que se "aliviava" a carga que tem...
Sinceramente, se a orientação sexual fosse resultado de influências familiares, então não haveria homossexualidade já que tradicionalmente as famílias sempre foram compostas por pai e mãe... Há que saber também se a pressão social vinda de fora da família e que cai sobre uma criança que viva num ambiente familiar homossexual pode ser-lhe prejudicial.. Para mim, acho que a questão se resume simplesmente a saber se a criança terá um lar saudável que seja bom para crescer. Há muitas crianças que crescem sem o pai, a mãe ou ambos e não é por isso que são mais mal formadas.
Concluindo, acho que tipicamente a homossexualidade é inata, embora acredite que haja casos em que é fruto de pressão social. Ou seja, não é o ambiente familiar a determinar a sua orientação sexual, logo a adopção homossexual não apresenta nenhum "risco". Admito que possa haver casos esporádicos de crianças a "seguir o exemplo" dos pais, mas será uma minoria insignificante acho...
E o que mais importa saber e esclarecer a opinião pública é se a orientação sexual é inata e consequentemente independente de factores familiares ou se, por outro lado esta influência existe e a criança pode ser sujeita a ela (e assumindo abusivamente que isso seria mau para ela). Confesso que em relação a este assunto não sou muito informado, daí dizer que discussão na sociedade não incomoda ninguém, até porque o assunto é muito tabu ainda e era de maneira a que se "aliviava" a carga que tem...
Sinceramente, se a orientação sexual fosse resultado de influências familiares, então não haveria homossexualidade já que tradicionalmente as famílias sempre foram compostas por pai e mãe... Há que saber também se a pressão social vinda de fora da família e que cai sobre uma criança que viva num ambiente familiar homossexual pode ser-lhe prejudicial.. Para mim, acho que a questão se resume simplesmente a saber se a criança terá um lar saudável que seja bom para crescer. Há muitas crianças que crescem sem o pai, a mãe ou ambos e não é por isso que são mais mal formadas.
Concluindo, acho que tipicamente a homossexualidade é inata, embora acredite que haja casos em que é fruto de pressão social. Ou seja, não é o ambiente familiar a determinar a sua orientação sexual, logo a adopção homossexual não apresenta nenhum "risco". Admito que possa haver casos esporádicos de crianças a "seguir o exemplo" dos pais, mas será uma minoria insignificante acho...
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Re: Adopção por casais homossexuais
em relação a isto, e quero deixar claro que o ponto que estou a levantar é estanque, é a mesma situação de uma adopção "normal".prl wrote:Ao contrário do casamento homossexual, em que o acto não "incomoda" ninguém (sem ser no sentido ofensivo), a adopção por casais homossexuais envolve uma pessoa fora do casal, daí que eu ache que importa esclarecer e debater bem o assunto.
visto que se ultrapassou a questão antes, para com os casais heterosexuais, é apenas justo que se faça o mesmo agora.
neste ponto, reforço.. neste ponto, de ser uma situação em que temos envolvida uma 3ª pessoa (que não tem o direito a dar a sua opinião), a situação é igual.
daí achar que, apesar de ser obviamente uma situação delicada, a mesma já foi ultrapassada.
tem então de se passar para outras questões.
podem-se levantar questões antropológicas, sociais, etc.. mas, para mim, e tentando simplificar algo que tenho a noção que não tem necessariamente de ser visto deste prisma, não levanto as mínimas reservas em relação a isto. tenho para mim que não é a orientação sexual dos progenitores a definir a qualidade de vida de uma criança, nem mesmo o facto de poder não ter uma figura masculina/feminina tão presente. o que proporciona uma boa formação vai muito para além disto. nas adopções passíveis de acontecer hoje em dia já existe um elevado grau de filtragem, o que não deixaria de acontecer nestes outros casos, e é nesse processo que se tem de chegar a uma conclusão acerca da capacidade dos progenitores, não no resto.
pressões sociais.. é óbvio que a preocupação para com a forma como o mundo enfrentará a criança é real. mas isso depende de nós. depende da geração que resolver começar a mudar o paradigma. a geração que assuma a mudança. para que daqui a 50 anos não estejamos a pensar na mesma coisa "pah.. não.. já pensaste como vai ser com os miúdos na escola?" e possamos dizer "ainda bem que naquela altura não adiamos mais senão ainda estávamos na mesma.."
os períodos de transição são sempre complicados. mas passam. há é sempre alguém que tem de passar por eles.

..speaking as a child of the '90s
Re: Adopção por casais homossexuais
Não me parece que exista uma influência de forma gigantesca que influencia a orientação sexual de cada um.prl wrote:E o que mais importa saber e esclarecer a opinião pública é se a orientação sexual é inata e consequentemente independente de factores familiares ou se, por outro lado esta influência existe e a criança pode ser sujeita a ela (e assumindo abusivamente que isso seria mau para ela).
Num campo antropológico, não existe. O que quer dizer que a orientação sexual desenvolve-se consoante o desenvolvimento hormonal e sensorial de cada um.
Exactamente.prl wrote:Sinceramente, se a orientação sexual fosse resultado de influências familiares, então não haveria homossexualidade já que tradicionalmente as famílias sempre foram compostas por pai e mãe... Há que saber também se a pressão social vinda de fora da família e que cai sobre uma criança que viva num ambiente familiar homossexual pode ser-lhe prejudicial.. Para mim, acho que a questão se resume simplesmente a saber se a criança terá um lar saudável que seja bom para crescer. Há muitas crianças que crescem sem o pai, a mãe ou ambos e não é por isso que são mais mal formadas.
Acho que o problema maior seria a pressão social e possíveis discriminações. Que até podiam ser pontuais mas que nem por isso se podem aceitar.prl wrote:Concluindo, acho que tipicamente a homossexualidade é inata, embora acredite que haja casos em que é fruto de pressão social. Ou seja, não é o ambiente familiar a determinar a sua orientação sexual, logo a adopção homossexual não apresenta nenhum "risco". Admito que possa haver casos esporádicos de crianças a "seguir o exemplo" dos pais, mas será uma minoria insignificante acho...
No fundo, esse problema só se resolveria com a evolução de uma sociedade que ainda está algo presa aos seus "costumes".
Apesar de debater abertamente este caso e de o defender, sei ver que a sociedade só começou a evoluir há 37 anos atrás. Porque só aí teve condições para tal.
Partilho da mesma opinião do João.Hangyodon wrote:tenho para mim que não é a orientação sexual dos progenitores a definir a qualidade de vida de uma criança, nem mesmo o facto de poder não ter uma figura masculina/feminina tão presente. o que proporciona uma boa formação vai muito para além disto. nas adopções passíveis de acontecer hoje em dia já existe um elevado grau de filtragem, o que não deixaria de acontecer nestes outros casos, e é nesse processo que se tem de chegar a uma conclusão acerca da capacidade dos progenitores, não no resto.
pressões sociais.. é óbvio que a preocupação para com a forma como o mundo enfrentará a criança é real. mas isso depende de nós. depende da geração que resolver começar a mudar o paradigma. a geração que assuma a mudança. para que daqui a 50 anos não estejamos a pensar na mesma coisa "pah.. não.. já pensaste como vai ser com os miúdos na escola?" e possamos dizer "ainda bem que naquela altura não adiamos mais senão ainda estávamos na mesma.."
os períodos de transição são sempre complicados. mas passam. há é sempre alguém que tem de passar por eles.
Corduroy18
Re: Adopção por casais homossexuais
A preocupação das pessoas, habitualmente as mais conservadoras, não é com a qualidade de vida da criança mas com a influência que a orientação sexual dos pais terá na orientação sexual das crianças... se o exemplo que têm em casa é suficiente para que elas vão contra a sua "natureza" (não estou a falar por mim)...Hangyodon wrote:tenho para mim que não é a orientação sexual dos progenitores a definir a qualidade de vida de uma criança, nem mesmo o facto de poder não ter uma figura masculina/feminina tão presente. o que proporciona uma boa formação vai muito para além disto. nas adopções passíveis de acontecer hoje em dia já existe um elevado grau de filtragem, o que não deixaria de acontecer nestes outros casos, e é nesse processo que se tem de chegar a uma conclusão acerca da capacidade dos progenitores, não no resto.
De resto, concordo com o teu post
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Re: Adopção por casais homossexuais
Eu sou a favor, excepto para o Eduardo Beauté e o seu Piaçaba, qualquer criança fica confusa mesmo antes de nascer!
Re: Adopção por casais homossexuais
A adopção por casais homossexuais vai voltar a ser discutida no parlamento, pela mão de deputados do PS que querem ver aprovada a co-adopção por casais do mesmo sexo – ou seja, estender o direito de parentalidade a um dos cônjuges de um casal gay. Do PS é esperado um largo apoio a este projecto de lei, enquanto fonte do PSD admite que a proposta terá liberdade de voto, ficando a decisão ao critério de cada parlamentar.
Da última vez que os deputados foram chamados a pronunciar-se sobre a adopção homossexual – numa versão bastante mais alargada do que aquela que irá agora a votos – tanto a proposta do BE como a dos Verdes foram chumbadas pela maioria PSD/CDS. Já a abertura do PS ficou patente. No projecto dos bloquistas 34 socialistas votaram a favor, 13 abstiveram--se e 12 votaram contra. No dos Verdes a aceitação foi mais expressiva: 39 socialistas mostraram-se a favor, 11 abstiveram--se e oito foram contra. Pedro Delgado Alves, deputado e líder da Juventude Socialista (JS), acredita que a co-adopção reunirá mais apoios junto da sua bancada.
O i contactou vários deputados socialistas que se abstiveram nas votações de Fevereiro e que se mostram agora mais “favoráveis” a esta medida – embora insistam que o tema terá de ser largamente discutido na bancada.
Já o PSD ainda não decidiu como votar o projecto, mas deverá dar liberdade de voto aos deputados, uma vez que se trata de uma questão de consciência. À semelhança de votações anteriores, alguns deputados deverão dar o assentimento ao projecto. Em Fevereiro, Teresa Leal Coelho, vice-presidente da bancada, a par com mais três vice-presidentes sociais-democratas (Emídio Guerreiro, Miguel Frasquilho e Francisca Almeida), votaram a favor do projecto do BE e dos Verdes.
No CDS apenas Adolfo Mesquita Nunes foi favorável às propostas, enquanto o deputado João Rebelo se absteve. Ambos consideram não ter ainda elementos suficientes para ponderar o sentido de voto sobre a co-adopção. O PCP não definiu, para já, uma posição, enquanto o BE deverá dar o voto favorável. Francisco Madeira Lopes, de Os Verdes, considera que este projecto “vem alargar a discussão, embora não vá tão longe como devia”.
LEGISLAR “SOBRE O QUE JÁ EXISTE” O projecto de co-adopção, assinado por 11 deputados socialistas, quer dar a possibilidade a casais homossexuais em que um dos parceiros/as já tem um filho (por laço biológico ou adoptado), de alargar os direitos de parentalidade ao outro cônjuge. “Há um problema de protecção jurídica que se põe a este tipo de famílias”, diz Pedro Delgado Alves, um dos impulsionadores da proposta. O deputado do PS defende que não está em causa “a formação de novas famílias”, mas sim “acomodar as famílias que já existem”.
Este projecto de lei possibilitaria estender os direitos de parentalidade de um menor – caso não exista já um segundo vínculo de filiação – a um parceiro do mesmo sexo com quem o pai ou a mãe da criança estivesse casado/a ou unido/a de facto. “Neste momento temos conhecimento de centenas de casos de famílias que estão nesta situação e vivem um limbo judicial”, defende Delgado Alves, que ouviu organizações como a ILGA antes de formalizar este projecto.
A situação “precária” destas famílias agrava-se quando “a pessoa com a parentalidade reconhecida juridicamente adoece ou morre”, diz o deputado. Nestes casos, mesmo que haja uma convivência alargada com o menor, a criança é entregue a parentes próximos, perdendo o contacto com o parceiro da mãe ou do pai.
EDUCAR Para esclarecer as várias bancadas parlamentares, os deputados do PS querem demonstrar através de conferências e colóquios que “não há obstáculos de qualquer natureza à co-parentalidade entre pessoas do mesmo sexo”. “Chamaremos psicólogos para apresentarem vários trabalhos sobre este tema, e alguns dos estudos mais recentes feitos em Portugal sobre esta matéria. Queremos desmistificar o debate à volta da co-adopção”, diz Pedro Delgado Alves.
Quanto à possibilidade de vir a alargar a discussão à adopção por casais homossexuais, o deputado considera ser um passo “inevitável no futuro”, mas também difícil, já que “a maioria não é favorável”. A proposta deverá ser discutida entre Setembro e Outubro na primeira comissão e votada em plenário, a seguir à votação do Orçamento do Estado.
Corduroy18
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