Adopção por casais homossexuais
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1º deve-se legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo e só depois pensar-se em adopção.
Meus caros, adopção é algo muito complexo sem o ser. Complexo pq quem quer adoptar é completamente devassado (falo por experiência própria), tudo o que é seu, particular, é revirado por quem se acha no direito de definir o que é melhor para uma criança; simples porque existem pessoas interessadas a receber uma criança e dar-lhe o amor que de outra forma não obteria. Mesmo que a adopção por homossexuais seja aprovada, o facto de o "casal" ser composto por dois indivíduos do mesmo sexo vai ser sempre um handicap para os interessados, e a escolha recairá num casal de heterossexuais.
Por isso acho que não se deve se dar um passo maior que as pernas, primeiro legalizar (como se fosse um crime) o casamento e depois avançar para horizontes mais abertos.
Meus caros, adopção é algo muito complexo sem o ser. Complexo pq quem quer adoptar é completamente devassado (falo por experiência própria), tudo o que é seu, particular, é revirado por quem se acha no direito de definir o que é melhor para uma criança; simples porque existem pessoas interessadas a receber uma criança e dar-lhe o amor que de outra forma não obteria. Mesmo que a adopção por homossexuais seja aprovada, o facto de o "casal" ser composto por dois indivíduos do mesmo sexo vai ser sempre um handicap para os interessados, e a escolha recairá num casal de heterossexuais.
Por isso acho que não se deve se dar um passo maior que as pernas, primeiro legalizar (como se fosse um crime) o casamento e depois avançar para horizontes mais abertos.
grande manuel alegre. treta de disciplinas partidárias...
Mike McCready is gonna tuck you all in your sleeping bags with this next song
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- mario_no_code
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Mesmo.Cada vez gosto mais dele.Achei piada à atrapalhação do Alberto Martins que isto era apenas politicamente condenável.Tretas.NothingW wrote:grande manuel alegre. treta de disciplinas partidárias...
Acho inacreditável que uma questão tão simples não ande para a frente, e nota-se perfeitamente que o PS tem medo de perder de votos de eleitorado centro direita com esta questão.

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Last Soldier
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o manuel alegre caga bem para o PS lol a mágoa por causa das presidenciais continua... eu desde essa altura que o admiro bastante. tudo a gozar com ele, que não tinha nada que se meter nisso, que ngm iria votar nele e no final ainda conseguiu reunir um número significativo de pessoas.
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Last Soldier
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Ficou em 2º, com 1 milhão e pouco de votos, para um Independente, é muito voto.NothingW wrote:a manuel alegre caga bem para o PS lol a mágoa por causa das presidenciais continua... eu desde essa altura que o admiro bastante. tudo a gozar com ele, que não tinha nada que se meter nisso, que ngm iria votar nele e no final ainda conseguiu reunir um número significativo de pessoas.
Mas por acaso não levou o meu voto...não, não votei no Cavaco.
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Acho que a mágoa dele é anterior às presidenciais, aliás a candidatura dele foi também "para bater o pé".A mágoa dele ainda vem do guterres, só que nessa altura a expressão dele não era tão acentuada, porque o PS não tinha tantas "ideias" ligadas à direita como agora, isso é algo que ele não perdoa.Aliás eu acho que a mágoa dele já vem dos duelos com o Sócrates no tempo da co-incineração.NothingW wrote:a manuel alegre caga bem para o PS lol a mágoa por causa das presidenciais continua... eu desde essa altura que o admiro bastante. tudo a gozar com ele, que não tinha nada que se meter nisso, que ngm iria votar nele e no final ainda conseguiu reunir um número significativo de pessoas.
Além disso acho que esta é uma questão de igualdade de direitos. Não me faz o menor sentido tanto sururu por uma coisa destas, só nos leva a concluir que ainda há muitos preconceitos camuflados.

eu votei nele.Last Soldier wrote:Ficou em 2º, com 1 milhão e pouco de votos, para um Independente, é muito voto.NothingW wrote:a manuel alegre caga bem para o PS lol a mágoa por causa das presidenciais continua... eu desde essa altura que o admiro bastante. tudo a gozar com ele, que não tinha nada que se meter nisso, que ngm iria votar nele e no final ainda conseguiu reunir um número significativo de pessoas.
Mas por acaso não levou o meu voto...não, não votei no Cavaco.
e mario, és bem capaz de ter razão. eu por acaso só comecei a notar na altura das presidenciais...
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Better_Woman
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Também votei no Manuel Alegre nas Presidenciais e é uma pessoa que admiro. Mesmo que às vezes não concorde com ele, ele é alguém que defende os ideiais em que acredita e que não cede ao facilitismo. Seria muito mais fácil acatar a disciplina de voto, mas ele não o faz. E neste caso concordo totalmente com ele. Concordo com o casamento homossexual e detesto a ideia de que um partido não dê liberdade aos seus militantes para votarem no que acreditam.
Last edited by Better_Woman on Sat Oct 11, 2008 1:59 pm, edited 1 time in total.
tantas verdades MarisaBetter_Woman wrote:Também votei no Manuel Alegre nas Presidenciais e é uma pessoa que admiro. Mesmo que ás vezes não concorde com ele, ele é alguém que defende os ideiais em que acredita e que não cede ao facilitismo. Seria muito mais fácil acatar a disciplina de voto, mas ele não o faz. E neste caso concordo totalmente com ele. Concordo com o casamento homossexual e detesto a ideia de que um partido não dê liberdade aos seus militantes para votarem no que acreditam.
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vou mandar paqui a minha contribuição mongas para este tópico.
bem, não sou contra os casamentos homossexuais, mas daí a adoptarem uma criança é outra história.
que casem, que vivam juntos... mas não sou a favor da adopção.
acho que, no país em que vivemos, isso seria um passo demasiado grande. nem as crianças, penso eu, iriam 'reagir' bem a essa decisão.
não estou a imaginar uma menina de sais na escola a dizer: o meu pai chama-se carlos e a minha mãe rodrigo. (
)
há muitas crianças em orfanatos, muitas que são mal tratadas, etc. todos nós sabemos como esse ramo funciona. mas e que tal facilitar a adopção por parte de muitos casais com condições?
não sou de acordo com a adopção pois a partir do momento que metem ao barulho uma criança, que não tem 'voto na matéria', que vai para onde a mandam, as coisas mudam de figura. casamento = 2 pessoas, ambas aceitam. quando se fala de terceiros, não obrigado.
bem, não sou contra os casamentos homossexuais, mas daí a adoptarem uma criança é outra história.
que casem, que vivam juntos... mas não sou a favor da adopção.
acho que, no país em que vivemos, isso seria um passo demasiado grande. nem as crianças, penso eu, iriam 'reagir' bem a essa decisão.
não estou a imaginar uma menina de sais na escola a dizer: o meu pai chama-se carlos e a minha mãe rodrigo. (
há muitas crianças em orfanatos, muitas que são mal tratadas, etc. todos nós sabemos como esse ramo funciona. mas e que tal facilitar a adopção por parte de muitos casais com condições?
não sou de acordo com a adopção pois a partir do momento que metem ao barulho uma criança, que não tem 'voto na matéria', que vai para onde a mandam, as coisas mudam de figura. casamento = 2 pessoas, ambas aceitam. quando se fala de terceiros, não obrigado.

Corduroy18
aos poucos se dão os passos. eu não acho mal nenhum que um casal homesexual adopte uma criança, se lhe der amor e condições boas para ela viver e crescer de uma forma saudável qual é o mal?Bárbara wrote:vou mandar paqui a minha contribuição mongas para este tópico.
bem, não sou contra os casamentos homossexuais, mas daí a adoptarem uma criança é outra história.
que casem, que vivam juntos... mas não sou a favor da adopção.
acho que, no país em que vivemos, isso seria um passo demasiado grande. nem as crianças, penso eu, iriam 'reagir' bem a essa decisão.
não estou a imaginar uma menina de sais na escola a dizer: o meu pai chama-se carlos e a minha mãe rodrigo. ()
há muitas crianças em orfanatos, muitas que são mal tratadas, etc. todos nós sabemos como esse ramo funciona. mas e que tal facilitar a adopção por parte de muitos casais com condições?
não sou de acordo com a adopção pois a partir do momento que metem ao barulho uma criança, que não tem 'voto na matéria', que vai para onde a mandam, as coisas mudam de figura. casamento = 2 pessoas, ambas aceitam. quando se fala de terceiros, não obrigado.
concordo que neste momento ainda não, mas o casamento já seria um bom passo, tem de ser aos poucos. e as mentalidades têm de ser mesmo mudadas.
"And I fight back in my mind... Never let's me be right, oh..."
"Information is not knowledge. Knowledge is not wisdom. Wisdom is not truth. Truth is not beauty. Beauty is not love. Love is not music. Music is THE BEST." Frank Zappa
Deus é JLMbetween2seconds wrote:30 seconds to mars volta a portugal em bicicleta do futuro
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Claro que as coisas têm de ser feitas com calma, mas às vezes podiam ser um bocadinho mais rapidas... o 1º passo foi dado ha uns anos com as uniões de facto, que na practica permitem qa um casal homossexual que viva em união de facto os mesmos direitos que um heterossexual, agora ja se fala em casamentos e entretanto aquelas duas palavras desaparecem... mas podia ser tudo um pouco mais rapido...
Re: Adopção por casais homossexuais
Este Villas-Boas é um iluminado.João é seropositivo e foi abandonado à nascença no hospital. Acabou institucionalizado. Tinha quase quatro anos quando foi adoptado. Na manhã do dia 25 de Julho de 2003, António, homossexual, foi-lhe apresentado como amigo de uma das educadoras. “Era uma criança desconfiada e praticamente não falava com ninguém”, recorda António, agora com 45 anos. No dia seguinte, João foi conhecer a nova casa e a nova família. “Fez- -lhe confusão ter um quarto só para ele e perceber que tinha ganho um pai, avós, tios e primos”, conta o pai adoptivo.
Um ano depois, António conheceu o actual companheiro, José, espanhol. Durante algum tempo namoraram à distância, até que acabaram a viver juntos, no Porto. Já lá vão sete anos. “O meu companheiro não tem qualquer direito legal sobre o nosso filho e ele não tem os mesmos direitos que as outras crianças”, diz António. Apesar de viver com dois pais, a vida de João é praticamente igual à das outras crianças: aos 12 anos, divide o tempo entre a escola, as aulas de Guitarra, a natação e os trabalhos de casa.
A pergunta incómoda surgiu aos seis anos: “O pai gosta mais de príncipes ou de princesas?” António teve de explicar que a maioria dos príncipes gosta de princesas, mas que também existem príncipes que gostam de outros príncipes. João aceitou a ideia e desde então passou a dizer que tem “um pai e um papá”. Passados nove anos da adopção, António define-se como “cidadão de segunda” e garante que ser pai é “educar e dar amor”. “Pago os meus impostos, trabalho, adoptei uma criança. Não vejo onde está a aplicação do princípio constitucional da não discriminação em função da orientação sexual”, argumenta. Mesmo assim, António critica o timing do projecto de lei do BE que será hoje discutido na Assembleia da República: “O assunto não foi objecto de discussão pública e surge num momento em que a sociedade está preocupada com outras questões. Mais uma vez, o assunto cairá por terra”, diz.
CHUMBO NO PARLAMENTO António tem razão. A iniciativa do BE, e também uma dos Verdes sobre a mesma matéria, será hoje deitada por terra no parlamento, sem consenso, nem à esquerda nem à direita, em torno desta questão – apesar de os partidos darem liberdade de voto por se tratar de um tema de consciência. BE e Verdes propõem a adopção por casais do mesmo sexo e o BE propõe ainda uma alteração ao Código do Registo Civil, permitindo o apadrinhamento civil.
Já alguns deputados do PS fizeram depender do chumbo destas iniciativas a apresentação posterior de um projecto para a co-adopção em casos de relações homossexuais. Ou seja, estender a parentalidade ao membro do casal que não é pai biológico ou adoptante da criança. A iniciativa poderá resolver os problemas de António e José, mas também é de difícil consenso parlamentar.
Um dos argumentos contra a adopção por gays é que possa prejudicar o desenvolvimento da criança. “A homossexualidade deve ser respeitada, mas os direitos da criança também. Tecnicamente, uma criança não pode viver de forma equilibrada, feliz, harmónica e bem tipificada sexualmente com um casal do mesmo sexo. O complexo de Édipo fica mal resolvido”, garante ao i Luís Villas-Boas, director do Centro Aboim Ascensão, que, em 2004, presidiu à Comissão de Acompanhamento da Revisão da Lei da Adopção.
Paulo Côrte-Real, presidente da ILGA Portugal, discorda: “Como é possível limitar a adopção quando não há base na ciência? Há diversos estudos de várias áreas e em vários países que provam que não há qualquer influência para a criança.” E acrescenta: “A lei tem de ser baseada no conhecimento que existe e acabar de vez com a perigosa tentativa de justificar as leis com base no preconceito puro. O preconceito não pode fazer lei.” Já Mário Cordeiro, pediatra, considera que “deve ser dada preferência a casais heterossexuais”. “Mas entre ficar numa instituição e estar com duas pessoas que a amam, não tenho qualquer dúvida na opção. Além disso, a orientação sexual é genética e não se ‘pega’ nem se aprende”, acrescenta.
O facto de a sociedade poder não estar preparada para esse passo é outro dos argumentos contra a adopção por casais do mesmo sexo. O caso de António e José não é único e por isso Paulo Côrte-Real defende que “o Estado não pode limitar os direitos dessas crianças”. “É uma violência por parte do Estado não reconhecer estas famílias. Há vontade de não querer ver esta realidade”, considera. Também Villas-Boas afirma que a questão não reside no facto de a sociedade estar preparada, porque “a sociedade prepara-se de um dia para o outro”, mas na “condição humana”. “A criança quando nasce é fruto de dois gâmetas: masculino e feminino. Não há alternativa, se não existirem essas referências na vida da criança é já uma vida adaptada e distorcida”, argumenta.
E quando se fala no direito de um casal gay a adoptar, tal como um casal heterossexual, Villas-Boas afirma que “um adulto só tem direito a ter uma criança se a fizer. De outra maneira não tem direito. A adopção reporta ao direito e interesse da criança e não do adulto”, declara. Mário Cordeiro dá o divórcio como exemplo de que a sociedade acaba por integrar a diferença: “Há escassos anos, ser filho de pais divorciados era anátema, um defeito.” “A sociedade evolui, prepara-se e se os primeiros tempos de qualquer prática social podem ser complicados para aqueles que os vivem, é a generalização e a banalização desses percursos que acaba de vez com tabus, mitos, preconceitos e ideias falsas”, diz.
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