Estado da Nação

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Re: Estado da Nação

Post by prl » Tue Jan 08, 2019 10:51 am

solf wrote:
Tue Jan 08, 2019 10:45 am
Por mim isto é um simples não assunto....

Esta fúria castigadora é do mais básico pão&circo!!!! Até parece que ver um político atrás das grades vai resolver tudo o que está mal no país...
Não é isso, é ver as coisas funcionarem bem por uma vez que seja. Nenhuma sociedade se aguenta se não tiver uma Justiça funcional e não é por fúria castigadora.
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Re: Estado da Nação

Post by solf » Tue Jan 08, 2019 10:54 am

É apenas um processo burocrático! Não é nenhum fim do mundo. Claro que devia ser bem mais ágil mas existem outras coisas bem mais graves....
E sim tu n é furia castigadora mas de muitos é simplesmente isso.....
EV - "FDX VOCES SAO OS MAIORES!"
e somos mm......


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Re: Estado da Nação

Post by rhinosaur » Tue Jan 08, 2019 9:40 pm

solf wrote:
Tue Jan 08, 2019 10:54 am
É apenas um processo burocrático! Não é nenhum fim do mundo. Claro que devia ser bem mais ágil mas existem outras coisas bem mais graves....
E sim tu n é furia castigadora mas de muitos é simplesmente isso.....
Por haver coisas mais graves (concordo contigo) não quer dizer que não protestemos e portanto "aceitemos" as menos graves. ;)
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Re: Estado da Nação

Post by Last Soldier » Wed Jan 09, 2019 3:07 am

Pá, o Marcelo. :-#
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Re: Estado da Nação

Post by solf » Wed Jan 09, 2019 10:29 am

rhinosaur wrote:
Tue Jan 08, 2019 9:40 pm
solf wrote:
Tue Jan 08, 2019 10:54 am
É apenas um processo burocrático! Não é nenhum fim do mundo. Claro que devia ser bem mais ágil mas existem outras coisas bem mais graves....
E sim tu n é furia castigadora mas de muitos é simplesmente isso.....
Por haver coisas mais graves (concordo contigo) não quer dizer que não protestemos e portanto "aceitemos" as menos graves. ;)
É apenas uma questão de focus exagerado...
EV - "FDX VOCES SAO OS MAIORES!"
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Re: Estado da Nação

Post by prl » Wed Jan 09, 2019 5:19 pm

Artigo do Daniel Oliveira sobre esta questão do Marcelo. Percebo o ponto de vista, mas ainda assim discordo.
O telefonema de Marcelo: não há má publicidade, mas há boa contra-publicidade

Já aqui escrevi porque acho que alguns excessos de Marcelo Rebelo de Sousa, mesmo quando replicam o estilo que serve aqueles que comummente chamamos de populistas, têm sido bastante úteis na prevenção contra os demagogos. E essa tem sido uma opção consciente de Marcelo, que não contraria, aliás, a sua natureza. “Neste tempo a melhor maneira de combater o populismo – e a natural maneira se é essa a natureza das pessoas – é ser-se popular não sendo populista”, disse-o numa entrevista que lhe fiz recentemente. Não sei se é o argumento que nasce para justificar a sua vontade de ser muito popular ou se é a sua estratégia que nasce do argumento. A verdade é que o argumento está certo e a estratégia resulta.

O inusitado telefonema do Presidente da República a Cristina Ferreira, em pleno direto do seu novo programa na SIC, poderia ser enquadrado nesse esforço de transformar o detentor de um cargo institucional numa figura pop, capaz de assim resistir com a sua popularidade aos que usam o mesmo tipo de estratégias para atacar a democracia. Seria um pouco de mais, dirão. O que não podem dizer é que Marcelo tentou beneficiar um canal de televisão em relação a outro. Já tinha estado, nas vésperas de Natal, no programa concorrente da TVI. Se acham que é um erro, poderá dizer-se que o teve de repetir para que o erro não beneficiasse ninguém.

Mas só alguém muito distraído não percebe que este telefonema, neste momento, tem outro sentido. E que a guerra de audiências e a sua simpatia por Cristina Ferreira são irrelevantes aqui. Como muitas vezes acontece com Marcelo, há uma explicação formal e outra vinda de fontes. Devo dizer que não gosto do estilo, mas sabemos que sempre foi este. E uma fonte de Belém foi clara, ao dizer a “Público” que “a polémica em torno da entrevista de Manuel Luís Goucha a Mário Machado no mesmo programa matinal não foi alheia a esta decisão de Marcelo Rebelo de Sousa”. O que Marcelo fez foi, através de um gesto simpático que fizesse do programa de Cristina Ferreira assunto político, compensar todo o ruído feito pela entrevista a Mário Machado. O gesto é politicamente tão subtil que quase não se identifica. Mas a sua eficácia é muitíssimo superior do que qualquer declaração política, que apenas contribuiria ainda mais para as audiências do programa matinal da TVI. As pessoas não gostam de acidentes e mesmo assim param para os ver.

Vivemos um tempo difícil em que lidamos com um paradoxo: quando mais nos indignamos com o indefensável mais ajudamos o indefensável. A opção do silêncio não pode existir, pois isso significaria cumplicidade. As coisas vão acontecendo, aqueles que têm acesso ao espaço público vão ignorando para não lhes dar publicidade, e elas tornam-se, por ausência de censura pública, no novo normal. A opção do ruído também acaba por não resultar: fazendo publicidade, mesmo que má, acaba por despertar interesse e puxar audiências, que é a única coisa que interessa a ética empresarial das estações de televisão e de movimentos minoritários que procurem, numa primeira fase, apenas visibilidade. “Não há publicidade má” quer dizer que não há errado e certo. Pelo contrário: o errado, dando mais que falar, tende a ser mais premiado.

O efeito deste telefonema de Marcelo para o programa da SIC é, para o que conta para a TVI, muito maior do que qualquer declaração política, que apenas a beneficiaria por manter o programa de Goucha no centro de todas as conversas. Sérgio Figueiredo está-se nas tintas para a censura política do Presidente. Já um telefonema que põe a concorrência no meio desta polémica incomoda-o bastante.

Marcelo percebeu, provavelmente muito melhor do que a generalidade dos atores políticos e mediáticos, o que aí vem. Já o mostrou com a rábula do camionista antes da fracassada manifestação dos ‘coletes amarelos’. E parece levar a sério o seu papel para impedir que chegue cá o que varre a Europa e o mundo. Compreendendo que não há má publicidade – disso percebe ele –, optou pela boa contra-publicidade. É pouco ortodoxo? É. Retira gravitas às instituições democráticas? Um pouco. Mas de pouco serve a gravitas das instituições democráticas se ficarmos sem democracia. Nisto, Marcelo é um pragmático. Provavelmente faz bem em descer do pedestal quando a luta pela democracia se faz cá em baixo. Tem riscos, mas é capaz de valer a pena.
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Re: Estado da Nação

Post by Fly_AwAy » Thu Jan 10, 2019 5:06 am

prl wrote:
Wed Jan 09, 2019 5:19 pm
Artigo do Daniel Oliveira sobre esta questão do Marcelo. Percebo o ponto de vista, mas ainda assim discordo.
O telefonema de Marcelo: não há má publicidade, mas há boa contra-publicidade

Já aqui escrevi porque acho que alguns excessos de Marcelo Rebelo de Sousa, mesmo quando replicam o estilo que serve aqueles que comummente chamamos de populistas, têm sido bastante úteis na prevenção contra os demagogos. E essa tem sido uma opção consciente de Marcelo, que não contraria, aliás, a sua natureza. “Neste tempo a melhor maneira de combater o populismo – e a natural maneira se é essa a natureza das pessoas – é ser-se popular não sendo populista”, disse-o numa entrevista que lhe fiz recentemente. Não sei se é o argumento que nasce para justificar a sua vontade de ser muito popular ou se é a sua estratégia que nasce do argumento. A verdade é que o argumento está certo e a estratégia resulta.

O inusitado telefonema do Presidente da República a Cristina Ferreira, em pleno direto do seu novo programa na SIC, poderia ser enquadrado nesse esforço de transformar o detentor de um cargo institucional numa figura pop, capaz de assim resistir com a sua popularidade aos que usam o mesmo tipo de estratégias para atacar a democracia. Seria um pouco de mais, dirão. O que não podem dizer é que Marcelo tentou beneficiar um canal de televisão em relação a outro. Já tinha estado, nas vésperas de Natal, no programa concorrente da TVI. Se acham que é um erro, poderá dizer-se que o teve de repetir para que o erro não beneficiasse ninguém.

Mas só alguém muito distraído não percebe que este telefonema, neste momento, tem outro sentido. E que a guerra de audiências e a sua simpatia por Cristina Ferreira são irrelevantes aqui. Como muitas vezes acontece com Marcelo, há uma explicação formal e outra vinda de fontes. Devo dizer que não gosto do estilo, mas sabemos que sempre foi este. E uma fonte de Belém foi clara, ao dizer a “Público” que “a polémica em torno da entrevista de Manuel Luís Goucha a Mário Machado no mesmo programa matinal não foi alheia a esta decisão de Marcelo Rebelo de Sousa”. O que Marcelo fez foi, através de um gesto simpático que fizesse do programa de Cristina Ferreira assunto político, compensar todo o ruído feito pela entrevista a Mário Machado. O gesto é politicamente tão subtil que quase não se identifica. Mas a sua eficácia é muitíssimo superior do que qualquer declaração política, que apenas contribuiria ainda mais para as audiências do programa matinal da TVI. As pessoas não gostam de acidentes e mesmo assim param para os ver.

Vivemos um tempo difícil em que lidamos com um paradoxo: quando mais nos indignamos com o indefensável mais ajudamos o indefensável. A opção do silêncio não pode existir, pois isso significaria cumplicidade. As coisas vão acontecendo, aqueles que têm acesso ao espaço público vão ignorando para não lhes dar publicidade, e elas tornam-se, por ausência de censura pública, no novo normal. A opção do ruído também acaba por não resultar: fazendo publicidade, mesmo que má, acaba por despertar interesse e puxar audiências, que é a única coisa que interessa a ética empresarial das estações de televisão e de movimentos minoritários que procurem, numa primeira fase, apenas visibilidade. “Não há publicidade má” quer dizer que não há errado e certo. Pelo contrário: o errado, dando mais que falar, tende a ser mais premiado.

O efeito deste telefonema de Marcelo para o programa da SIC é, para o que conta para a TVI, muito maior do que qualquer declaração política, que apenas a beneficiaria por manter o programa de Goucha no centro de todas as conversas. Sérgio Figueiredo está-se nas tintas para a censura política do Presidente. Já um telefonema que põe a concorrência no meio desta polémica incomoda-o bastante.

Marcelo percebeu, provavelmente muito melhor do que a generalidade dos atores políticos e mediáticos, o que aí vem. Já o mostrou com a rábula do camionista antes da fracassada manifestação dos ‘coletes amarelos’. E parece levar a sério o seu papel para impedir que chegue cá o que varre a Europa e o mundo. Compreendendo que não há má publicidade – disso percebe ele –, optou pela boa contra-publicidade. É pouco ortodoxo? É. Retira gravitas às instituições democráticas? Um pouco. Mas de pouco serve a gravitas das instituições democráticas se ficarmos sem democracia. Nisto, Marcelo é um pragmático. Provavelmente faz bem em descer do pedestal quando a luta pela democracia se faz cá em baixo. Tem riscos, mas é capaz de valer a pena.
interessante. passou-me ao lado que tal possa ser verdade quando o Marcelo é bem conhecido por ser mm assim.. e gostar demasiado das luzes da ribalta a toda a hora... acho demasiado sofisticado que seja com essa intenção, se for, tiro-lhe o chapéu.

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Re: Estado da Nação

Post by prl » Thu Jan 10, 2019 9:56 am

Resumindo, o Marcelo considera que havendo um espaço político deixado vazio pelos partidos tradicionais que tipicamente é ocupado pelos populistas (o espaço vazio advém do descontentamento geral da população com a classe política que se vira para os "outsiders"), ele próprio pode ocupar esse espaço. Acredito que seja propositado, o Marcelo sabe mais de política do que toda esta nova geração de políticos juntos.
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